terça-feira, 3 de março de 2026

TOMO MMCXXXVIII DIÁSPORAS

 


Reflexões sobre o cenário político atual

Estamos em um ano de eleições gerais, o que inevitavelmente nos leva a pensar nas consequências históricas que culminaram no golpe e nos desdobramentos que dele surgiram.

Entre essas consequências, destaca-se a eleição de um congresso que, em muitos aspectos, faz jus à alcunha de “congresso inimigo do povo”. Essa lógica se repete em legislativos estaduais e municipais, espalhados por todo o país, como cópias mal disfarçadas do mesmo modelo.

Em Brasília, por exemplo, o deputado Glauber Braga enfrenta sucessivos processos no conselho de “ética” — ironicamente, já que se houvesse de fato ética nesse conselho, figuras como o traidor assumido ou a ex-deputada hoje presa na Itália não teriam recebido por meses salários e benefícios enquanto trabalhavam contra os interesses nacionais.

Lideranças e sonhos maiores

Casos como o de Glauber não são isolados. Há lideranças nos legislativos estaduais e municipais que, além de exercerem seu papel com coragem, têm o legítimo direito de sonhar com voos maiores, inclusive cargos no executivo. A questão que se coloca é: será que corremos o risco de perder essas vozes fundamentais nos púlpitos legislativos?

Pessoalmente, eu adoraria votar no Paraná para apoiar Renato, entrar de cabeça em sua campanha e contribuir com tudo o que fosse possível. Mas existe um risco real: perder sua voz firme na Assembleia Legislativa, justamente quando ela é mais necessária para enfrentar as velhas práticas políticas do estado.

O risco do retrocesso

As pesquisas eleitorais no Paraná indicam a possibilidade de ascensão do chamado “marreco de Maringá” ao governo estadual. Isso, mesmo após a operação Spoofing revelar oficialmente que o processo conduzido contra o Brasil foi uma farsa. A perspectiva de ser governado por alguém que construiu sua carreira em cima de um processo ilegal é alarmante.

Transferir meu domicílio eleitoral para o Paraná, nesse contexto, significaria não apenas perder a voz de Renato na Assembleia, mas também correr o risco de ser governado por quem representa o retrocesso.

A importância da mobilização nacional

Mais do que o risco de não termos Renato em Curitiba, é preciso pensar no impacto nacional. A presença de lideranças combativas no chamado “congresso inimigo do povo” pode ser estratégica. Além disso, é fundamental que o presidente Lula intensifique sua atuação nas redes sociais, debatendo as necessidades urgentes do Brasil e denunciando os riscos da continuidade desse modelo congressual.

Questões como o orçamento secreto e as ameaças de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal mostram que a luta pela democracia está longe de terminar. Promover uma “fuga” de nomes importantes dos legislativos estaduais e municipais para cargos maiores pode ser uma estratégia, mas também traz riscos que precisam ser avaliados com cuidado.


DIÁSPORAS 

Queria, até queria,

Me mudar para um outro Estado,

Imagine, eu, no Estado das araucárias,

Na mesa, um marreco ao forno,

Até aí, seria uma agressão à uma outro cultura,

Não a cultura dos "cochas brancas",

Já que o forte deste prato,

É na terra dos barrigas verdes.


Até aí, perdoável,

Agora, um marreco desgovernador,

Sim, desgovernador, pois, se ele for tão bom de governo,

Como foi no judiciário, tenho medo,

Ele pode querer inventar e julgar um crime,

Crime, que nem na lei existe.


Mas, pior, muito pior mesmo,

Será se, ele nos chamar conje.


Pior se ele quiser,

Ser um conje de com mim.


Marrequeiro Marrequista

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