E se?
E se o arrombamento de um carro numa rua qualquer do Rio fosse só mais um assalto entre tantos? Um caso isolado, desses que a gente lamenta e segue em frente?
Pois é. Mas alguns detalhes desse roubo me fizeram pensar em coisa bem maior. Me lembrou, por exemplo, a atual ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Estranho, né? Um carro preto, da Volkswagen, com os vidros estilhaçados, e de repente a cabeça vai parar no Oriente Médio.
Antes de seguir, deixo claro: sei dos cinco mil anos de história persa, da conversão ao islamismo, que — por mais que neguem — tem raízes no judaísmo conservador, aquele que enxerga a mulher como mera reprodutora.
Mas voltando à nossa terra: a memória me leva a 1975, quando a ditadura militar brasileira sonhou com uma bomba atômica. Sim, os generais torturadores foram enganados. Compraram uma centrífuga que só enriquecia urânio até 3% — útil pra usina elétrica. Ou 4%, pra uso medicinal. Mas eles queriam mesmo era a bomba.
O “não” do dono do quintal — leia-se Estados Unidos — não fez o Brasil desistir. Em Iperó, interior de São Paulo, uma fazenda virou laboratório. Com base nos estudos do IEA da USP, desenvolveram uma centrífuga a vácuo capaz de ir além dos fins pacíficos.
(E aqui abro um parêntese: continuo radicalmente pacifista. Mas hoje, olhando o mundo com olhos cubanos, entendo que sem a crise dos mísseis nos anos 60, Cuba teria voltado a ser um prostíbulo ianque. Com olhos venezuelanos, penso que uns mísseis russos ou chineses teriam evitado o sequestro de Maduro. Se o Irã tivesse a bomba, talvez não estivesse sendo bombardeado.)
Se o Brasil tivesse a bomba, talvez o bozo ianque não estivesse por aí querendo classificar movimentos sociais como terroristas.
Mas o que dói mesmo é ver a turma do trump tupiniquim sonhando em reinar por aqui, enquanto se ajoelha pra qualquer deputado distrital dos EUA.
E aí voltamos ao carro preto. Segundo as lendas urbanas — que talvez só existam na minha cabeça — o roubo daquela pasta com arquivos digitais sobre energia atômica brasileira foi orquestrado com base em relatórios da CIA.
Não tenho dúvidas: os entreguistas brasileiros não se resumem aos bozos. E embora eu continue pacifista, hoje enxergo que há cinco nações mais iguais que as outras — as que dominam a tecnologia atômica.
Ou a humanidade cria um organismo de controle real e eficaz… ou mais países precisam entrar nesse clube. Porque, no fim das contas, o que protege mesmo não é a diplomacia. É o poder.
E se? Pois é. Às vezes, um carro arrombado diz mais sobre o mundo do que parece.
I SI
Antes que a corrijam... Sei que o certo seria: "e se"?
Mas, aí lembro de expressões matricial,
"Lavanta" sim lavanta no lugar de levanta.
São expressões perdidas,
Faladas nas ruas,
Das ruas, "dores e lutas".
Ainda que os registros fáticos,
Venham de 1963,
Quando a tal "liga das senhoras católicas",
Versão católica, anti-Cristo,
Dos atuais "crentes anti-Cristo".
Ah, destes sombrios tempos,
Havia trabalhadores, inimigos do "13*",
Já que isto iria "quebrar empresas",
Imagino um escravizado festejando?
Festejando a extensão da lei áurea,
Que apesar da festa inicial,
Na prática, o botou na rua.
Imagino um escravizado festejando?
Festejando a extensão da lei áurea,
Que condenando a marginalidade,
Indenizou, que enriqueceu com suas dores.
Hoje, muitos daqueles,
Já não da "liga das senhoras católicas"
Mas, igualmente católicos "anti-Cristo",
Hoje muitos daqueles católicos "anti-Cristo",
Hoje, convertidos à "crentes anti-Cristo",
São trabalhadores contra o fim da "6X1".
Santo Semfé)

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