O petroleiro russo Aleksandr Kolodin , transportando 740 mil barris, o equivalente a 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou nesta segunda-feira ao porto de Matanzas, no oeste de Cuba, e aguarda descarga, segundo informações do Ministério dos Transportes da Rússia.
Dimitri Peskov, porta-voz da presidência russa, disse: “Estamos satisfeitos que este carregamento de produtos petrolíferos tenha chegado à ilha, ou melhor, que já tenha chegado em meio a um bloqueio muito severo, (porque) nossos amigos cubanos precisam de petróleo e seus derivados para o funcionamento de serviços básicos para a população, como geração de eletricidade e prestação de cuidados médicos, entre outros.”
Ele acrescentou: "Sem dúvida, a Rússia considera seu dever não ficar de braços cruzados e fornecer a assistência necessária aos nossos amigos cubanos."
A chegada do navio russo – pertencente à empresa Sovkomflot , sancionada por Washington desde 2024, e que partiu do porto russo de Primorsk em 9 de março – foi anunciada depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ontem (domingo) que “não me importo se Cuba receber esse petróleo bruto”.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, esclareceu na segunda-feira: “Permitimos que este navio chegasse a Cuba para fornecer ajuda humanitária ao povo cubano, mas as decisões continuarão a ser tomadas caso a caso, pelos mesmos motivos humanitários ou outros. Não há nenhuma mudança substancial em nossa política de sanções”, segundo uma reportagem de Washington da TASS, a agência de notícias russa.
O funcionário refutou, portanto, a suposição dos repórteres de que os Estados Unidos teriam "dado sinal verde à Rússia" para fornecer petróleo a Cuba. "Não, não foi isso que eu disse", enfatizou Leavitt.
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