Milhares de pessoas marcharam pelo centro de Londres no sábado para protestar contra a extrema-direita, seis meses depois de o Reino Unido ter vivenciado uma das suas maiores manifestações de extrema-direita e apenas algumas semanas antes de importantes eleições locais.
Organizada por centenas de grupos — incluindo sindicatos, organizações antirracistas e entidades representativas muçulmanas — a marcha da "Together Alliance" foi apresentada como a maior manifestação contra a extrema-direita na história do Reino Unido.
Os manifestantes, carregando faixas com slogans como "não ao racismo" e "eles não podem nos dividir", reuniram-se desde a manhã perto do Marble Arch antes de marcharem em direção a Whitehall, próximo ao Parlamento Britânico, para um comício planejado.
Uma marcha separada em apoio à Palestina coincidiria com a manifestação principal, que aparentemente atraiu pessoas de todas as idades de todo o país.
"Existe um clima global tóxico e o Reino Unido não está combatendo isso", disse a estudante Emily Roth, de 23 anos, à AFP enquanto participava da marcha.
"Vemos incidentes racistas todos os dias e eles não estão sendo resolvidos. O governo está obcecado com a imigração, mas esse não é o nosso maior problema", insistiu ele.
Antes do evento, a Polícia Metropolitana de Londres declarou que haveria uma "presença policial significativa" para garantir que os protestos ocorressem de forma segura e legal, embora nenhuma contra-manifestação da extrema-direita tivesse sido anunciada.
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