Putz, já fui criança,
Mas, será, que ainda não sou?
Muitas, vezes, sou, ou melhor fazem?
Quando temo monstros,
Estou sendo criança,
Qual é o mostro dos adultos?
Os monstros dos adultos,
São, estão no caminho do céu,
Sim, no caminho da imensidão azul,
Creem, a tal imensidão azul,
P'ra onde iríamos,
Depois de mortos.
Este medo, fabricante de medos,
Moldam meus medos.
Tenho então, medo de perder a casa,
Casa esta, que não tive, ou,
Nunca terei, mas temo.
Tenho então, medo de fazer greve,
Para não desagradar o patrão,
Pois, o patrão desagradado,
Pode, riscar meu nome do trabalho.
Ops, o patrão desagradado,
Só corta meu nome, se nome,
Tiver, mais medo que proteção.
Mas, o que mesmo, nos protege dos medos?
É justamente aí, que há,
Uma compensação de monstros.
Os monstros que vejo,
Para além da vida,
Se materializa, no meu medo de ousar,
Por não ousar, arco,
Com os ônus do não lutar.
No entanto, não luto sem aprender.
Há, assim dois níveis de monstros,
Os que nos assustam, e,
Os que assustam, quem nos roubam.
Então p'ra assustar estes monstros,
Os monstros que nos ensina o saber!
Anesino Sandice.
A todos, todis e, principalmente a todas que construíram o MOVA, que espalhou sabores

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