quinta-feira, 26 de março de 2026

Venezuela mantém seu compromisso com a paz e os laços com a China


O presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer pela segunda vez a um tribunal dos EUA nesta quinta-feira, horário local. A audiência deverá tratar do andamento do caso, segundo a Reuters e a CNN.

Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações relacionadas a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, de acordo com a CNN. A audiência ocorre quase três meses após a transferência do casal para os EUA, em decorrência da prisão forçada por tropas americanas durante uma operação militar em 3 de janeiro de 2026. Maduro compareceu pela primeira vez a um tribunal em 5 de janeiro, em Nova York, nos EUA, segundo a agência de notícias Xinhua.

Todo o processo legal é conduzido sob a lei interna dos EUA e constitui jurisdição extraterritorial, o que levanta sérias preocupações sob o direito internacional, afirmou Du Tao, reitor da Faculdade de Direito Internacional da Universidade de Ciências Políticas e Direito da China Oriental, ao Global Times nesta quinta-feira.

Du observou que essas ações violam princípios internacionais fundamentais, como a não interferência em assuntos internos, a igualdade soberana e a independência nacional.

Na quinta-feira, a Embaixada da Venezuela em Pequim realizou uma coletiva de imprensa onde o embaixador venezuelano na China atualizou as informações sobre o comparecimento de Maduro ao tribunal e respondeu a perguntas de jornalistas.

A coletiva durou aproximadamente meia hora e abordou cerca de 10 perguntas, com a participação de representantes da mídia chinesa e estrangeira.


A Venezuela permanece firmemente comprometida com suas promessas aos povos do mundo, especialmente com seus laços com a China, disse o embaixador venezuelano na China, Remigio Ceballos, ao Global Times na quinta-feira, acrescentando que o país permanece firmemente comprometido com o caminho da paz e prioriza a paz, tendo recebido apoio da China e de outras nações nessa busca.

Realizada no pátio da embaixada, a coletiva de imprensa foi decorada com diversas fotografias de aparições públicas anteriores do presidente Maduro e da primeira-dama.

O embaixador afirmou que, de acordo com a Constituição da República Bolivariana da Venezuela e uma decisão do Supremo Tribunal Federal, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi nomeada presidente interina, exercendo poderes presidenciais e supervisionando todos os assuntos diplomáticos, enquanto o trabalho diplomático da Venezuela continua de forma estável.

"O sequestro ilegal de Maduro e sua esposa pelos EUA constitui um ato violento que viola a soberania da Venezuela", enfatizou o embaixador, apontando para uma das fotos de Maduro e da primeira-dama exibidas no local, e observando que a Venezuela permanece firmemente comprometida com o caminho da paz e coloca a paz como sua principal prioridade.

Ao mesmo tempo, o embaixador deixou claro que os compromissos da Venezuela com os povos de todo o mundo — especialmente com as relações China-Venezuela — permanecem inalterados. Ele afirmou que a cooperação bilateral está prosseguindo sem problemas e sem obstáculos.

Acrescentou que os dois lados continuarão a aprofundar a cooperação em áreas como ciência e tecnologia, saúde, economia e desenvolvimento social, visando promover o desenvolvimento comum dos dois povos. O embaixador também elogiou as conquistas da China em inovação tecnológica.

Além disso, o embaixador pediu à comunidade internacional que acompanhasse a situação e exigisse a libertação do presidente Maduro e da primeira-dama, que, segundo ele, estão sendo sequestrados ilegalmente. Ele também enfatizou que o povo venezuelano manterá sua dignidade, seguirá em frente com firmeza e continuará a aprofundar as relações bilaterais com a China.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, também respondeu a uma pergunta relacionada na coletiva de imprensa regular do dia anterior, afirmando que a prisão forçada do presidente de um país pelos EUA viola claramente os propósitos e princípios da Carta da ONU, o direito internacional e as normas internacionais básicas. A China se opõe firmemente a isso. "Apoiamos a Venezuela na defesa de sua soberania, dignidade e direitos legítimos", disse Lin.

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