Não, não foi por causa de uma fábrica incendiada nos EUA, incêndio esse matou várias mulheres, que foi criado o 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Esse fato realmente ocorreu, demonstrando o apreço que desde sempre o capitalismo tem pelos seres humanos em geral e pelas mulheres em particular.
O incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist em Nova Iorque no dia 25 de março de 1911 foi um grande desastre que causou a morte de mais de uma centena de pessoas (129 mulheres e 23 homens), que morreram no fogo ou se precipitaram do edifício. Tragédia anunciada em razão da insegurança, péssimas condições de trabalho e, segundo algumas denúncias na época, as portas do andar onde ocorreram a maioria das mortes foram trancadas em razão dos gerentes terem demorado para perceber a gravidade da tragédia e, por se tratar de uma fábrica famosa pelo mobilização das operárias, pensaram que havia sido iniciado um movimento de protesto. O resultado foi descrito acima.
Episódio trágico, mas a criação de um dia internacional das mulheres já havia sido discutido dois anos antes pelo Partido Socialista da América e a data (8 de março) foi proposta pela dirigente socialista alemã Clara Zetkin em 1910 quando foi reunido em Copenhague o II Congresso das Mulheres Socialistas. Seria uma data a ser lembrada anualmente e na qual as demandas femininas, tais como fim dos abusos nos ambientes de trabalho, redução da jornadas desumanas, remuneração equivalente a dos homens e direito de voto seriam apresentadas. Nem só nesse dia, é claro. Mas seria uma data de luta.
Como se pode ver, o Dia Internacional da Mulher surgiu a partir da luta de mulheres socialistas que lutavam em favor dos direitos específicos do seu gênero, mas também contra a exploração do capital.
Nesse difícil século XXI que se apresenta, essas lutas contra a discriminação e contra a exploração são cada vez mais atuais Temos governantes canalhas como esse Milei da Argentina, ídolo dos coxinhas, que só falta defender a restauração da escravidão (na prática é isso mesmo que ele defende!) e procura dificultar o direito ao aborto, grande conquista das mulheres argentinas.
No Brasil, políticos de extrema direita tentam no congresso barrar o direito das mulheres de abortar até em caso de estupro, sem contar que tentaram aprovar uma lei que a pena de uma mulher que abortasse, mesmo em caso de violência sexual, seria maior a aquela imposta ao violador. lei barrada pela luta das companheiras. E que deve servir de parâmetro para outras agressões que certamente virão.
Não se trata simplesmente de machismo. Trata-se do ódio às mulheres. Misoginia.Que avança entre grupos de extrema direita, que dizem de maneira desavergonhada que mulheres não passam de meros objetos sexuais e que não deveriam ocupar o mercado de trabalho dos homens ou ter direito de voto.
Por essas e outras coisas que se faz necessário o Dia Internacional das Mulheres.
E abaixo a opressão!
E fogo nos fascistas!

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