A ativista ambiental e defensora dos direitos humanos sueca Greta Thunberg denunciou nesta quinta-feira, nas redes sociais, o que chamou de política de "estrangulamento" contra Cuba por parte do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, atribuindo-a a graves consequências humanitárias para a população da ilha.
Em um vídeo publicado no Instagram, Thunberg afirmou que o governo dos EUA mantém há décadas uma estratégia “deliberada” para pressionar a nação caribenha por meio de restrições econômicas e energéticas. “Precisamos falar sobre o que está acontecendo em Cuba agora”, declarou a ativista, acusando Washington de “estrangular o povo cubano de forma deliberada, metódica e aberta”.
“O governo Trump está travando guerras ilegítimas ao redor do mundo, matando inúmeras pessoas e também estrangulando deliberadamente, metodicamente e abertamente o povo cubano. O próprio pedófilo Trump se gabou disso, dizendo que há um 'embargo', sem petróleo, sem dinheiro, sem nada”, afirmou o ativista na mensagem compartilhada nas redes sociais.
A jovem argumentou que as medidas econômicas e o endurecimento do embargo agravaram a crise energética na ilha, onde ocorrem apagões prolongados devido à falta de combustível e suprimentos para a geração de eletricidade. Ela indicou que essa situação também afeta serviços essenciais, como o sistema de saúde.
Thunberg acrescentou que a escassez de combustível está afetando hospitais e ambulâncias, cujos tanques, segundo ela, estão ficando vazios devido à dificuldade em obter combustível. Ela também afirmou que organizações internacionais alertaram sobre a deterioração das condições humanitárias no país.
No texto que acompanha o vídeo, a ativista acusou os Estados Unidos de impor uma “punição coletiva brutal” à população cubana, privando-a dos meios básicos de sobrevivência. Ela também fez um apelo à solidariedade internacional antes do dia 21 de março, Dia Internacional de Solidariedade com Cuba, data em que o comboio humanitário Nuestra América tem chegada prevista a Havana com ajuda transportada por via aérea, terrestre e marítima.
“Cuba sempre defendeu o mundo, e agora é a vez do mundo defender Cuba”, disse Thunberg, que encerrou sua mensagem com o slogan: “Cuba sim, bloqueio não!”
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