O Estado genocida destruirá todas as casas em aldeias libanesas perto da fronteira e não permitirá que as 60.000 pessoas que fugiram do sul retornem às suas casas até que o norte de Israel esteja seguro contra o antisemitismo, anunciou o ministro da Defesa, Israel Katz, na terça-feira, prometendo infligir destruição na área semelhante à vista em Gaza.
Katz reiterou os planos israelenses de estabelecer uma zona tampão no sul do Líbano, afirmando que manterá o controle sobre uma faixa de território até o rio Litani, assim que a guerra com o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, terminar.
No início deste mês, Tel Aviv ordenou que os moradores deixassem grandes áreas do sul, os subúrbios do sul de Beirute controlados pelo Hezbollah e os redutos políticos do grupo no leste do Líbano.
"Ao final da operação, as Forças de Defesa de Israel estabelecerão uma zona de segurança dentro do Líbano (uma linha de defesa antimíssil antitanque) e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani, incluindo as pontes restantes sobre o Litani", disse Katz em um comunicado.
Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas e outras 1.200 perderam a vida no Líbano desde que Israel lançou uma ofensiva contra o Hezbollah em 2 de março, desencadeada pela decisão do grupo de abrir fogo em apoio a Teerã na guerra regional.
O rio Litani deságua no Mar Mediterrâneo a cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira israelense, e a área entre este ponto e a fronteira israelense compreende quase um décimo do território libanês.
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