Eu quero saber a verdade,
"Verdade" que eu quero?
Saber a verdade significaria,
Deixar morrer minhas crenças.
Mas, como, deixar morrer minhas certezas?
As certezas que preciso deixar morrer,
Vem de longe, longe, tão longe,
Que ultrapassa minha existência.
Mas, estas verdades, são no mínimo imutáveis.
Imutáveis, no passado, mas no hoje?
Mas, estas verdades, são imutáveis,
Imutáveis, no passado, já no presente,
Presente, que daqui a pouco será passado,
Daqui a pouco será passado,
Passado de um futuro qualquer.
Então, que futuro quero fazer,
Um futuro calcado verdade verdadeira,
Ou numa verdade qualquer?
Para que eu possa questionar a verdade,
"De qualquer coisa".
Preciso de isenção.
Só que não isenção calcada na mentira,
Ou seja, não chego aqui, ao barro,
Chego, no entanto, aos vendedores do "barro".
Lembro, quem vende cegamente o "barro"
Acha normal, o pangaré Master,
Mas, este normal, é quanto a verdade, é irreal!
Anesino Sandice

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