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quinta-feira, 11 de junho de 2026

TOMO MMCCXXXVIII — METADE DA METADE DO MUNDO


 A metade do mundo acha que a outra metade é comunista. Esta metade, julgada de ser comunista, tem a certeza — logo, não acha — que a que a julga comunista é idiota."

TOMO MMCCXXXVI Pastoragem Descuidada? Não. Pastoragem Má Intencionada.


Ainda no rescaldo da “Caminhada para Jesus”, realizada no dia de Corpus Christi, fica evidente que a chamada pastoragem — ou melhor, esta pastoragem — não mudou em nada ao longo do tempo. Continua essencialmente exploratória. É verdade que a sociedade se transformou, mas a exploração apenas se sofisticou, atingindo patamares inimagináveis. Se antes havia “um CNPJ por família”, hoje a própria noção de CNPJ foi atualizada para servir ao modelo contemporâneo de acumulação e controle

TOMO MMCCXXXV Amplo Cenário de Incertezas


Agora faltam quatro meses para uma nova encruzilhada.

Tão próxima dos dedos quanto de um corpo desequilibrado prestes a cair.
Inevitável.
A mesma encruzilhada de 1989, mas com diferenças nada sutis.

terça-feira, 9 de junho de 2026

TOMO MMCCXXXVII — LEITURAS & NARRATIVAÇÕES


Existe um Master com financiamento, destinado a um filminho chinfrim. No inexistente enredo dessa produção, narra-se com ares de epopeia a saga de alguém desprezível — alguém que construiu suas verdades sobre os escombros da vida real, e as elegeu monumentos.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

TOMO MMCCXXXIV Relatos Capixabas de uma Feijoada no Dia de Corpus Christi


Era para ser um reencontro de amigos, há muito ensaiado. Dezesseis horas de viagem até o Espírito Santo — e, como todo bom ritual de estrada, não faltaram os atrasos do ônibus e a falta de informação.

sábado, 6 de junho de 2026

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Entre a periferia rebelde e o poder da capital: o "esgotamento" que coloca o Peru em mais um dilema


Keiko Fujimori, em sua quarta tentativa, enfrenta Roberto Sánchez em meio à incerteza e ao desconforto da população.

TOMO MMCCXXXII – Fotografias que eternizam, não o momento

 


Antes que alguém se apresse em corrigir, não se trata exatamente de uma fotografia — é uma charge, dessas que misturam humor e crítica. As cenas reunidas nela são reais, mas não simultâneas. E, convenhamos, nem nos tempos das peraltices do curso primário, lá pelos anos sessenta, ousaríamos imaginar alguém tomando detergente só para contestar uma denúncia de contaminação.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

TOMO MMCCXXXI A CULTURA DO EU, CONTRADIZENDO NÃO A CULTURA DO NÓS, MAS?


A Era do Capetalismo

São tempos estranhos, diria Milton Santos em uma roda de conversa. Mais do que nunca precisamos da geografia, não apenas como ciência, mas como prática: uma bússola para nos adaptarmos ao que ainda está por vir.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

TOMO MMCCXXX ESTE MEU POVO BRASILEIRO


O Almoço Roubado

Vivemos tempos curiosos. Há quem se diga patriota, mas se perde em patriotadas: mistura bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, símbolos que pouco dialogam com a realidade brasileira. Israel, cuja tradição religiosa sequer reconhece Cristo, é usado como estandarte por cristãos que parecem desconhecer a própria história.

terça-feira, 2 de junho de 2026

TOMO MMCCXXIX — ENTRE O BEM, O MAL E O MEDO


Sempre que penso filosoficamente sobre a bondade, a atualidade me empurra para a música.

Primeiro, o Rappa, com sua sentença cortante: “Paz sem voz não é paz, é medo.”
Depois, Caetano, que em Tigreza canta o paradoxo: “Onde o mal é bom e o bem ruim.”

segunda-feira, 1 de junho de 2026

TOMO MMCCXXVIII ENTRE PERDAS E PERDAS

Confesso: não há registro cronológico fiel daquilo que chamamos de humanidade.
A Bíblia sugere seis mil anos de história — Adão teria vivido novecentos e trinta, e Noé, mil cento e cinquenta, tempo suficiente para construir uma arca e salvar o mundo da própria ruína.

domingo, 31 de maio de 2026

TOMO MMCCXXVII — MEMORIAR, UM MEMORIAL


O Brasil vive uma pendenga constante: um país que não cultua a memória.

Nesse esquecimento, floresce o culto aos tempos sombrios — o apagamento da realidade — como se a cegueira pudesse anestesiar a fome.

sábado, 30 de maio de 2026

TOMO MMCCXXVI Resgates de Algo que Parece Inresgatável


Hoje, 30 de maio de 2026, acontece na sede da Associação Cantareira o segundo encontro com as Guardiãs da Memória da Brasilândia. Estar presidente dessa associação inigualável, que mantém viva a resistência popular — logo, a própria democracia — seria uma honra inenarrável. Mesmo que meu papel na organização seja pequeno, e na diretoria, apenas uma parte do todo, o sentimento de pertencimento é imenso.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

TOMO MMCCXXV ENTRE O CAOS E O COSMOS


Os Dois Brasis

Hoje, há dois Brasis.
O primeiro é o Brasil dos bolzominiuns, que ainda carrega o DNA da mérdia entreguista. Nesse Brasil, reina a desesperança — uma desesperança que justifica o direita volver, o retrocesso das relações sociais, o retorno à vigilância e à suspeita.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

TOMO MMCCXXIII VENDEDORES DE ADRENALINA


Depois de descobrir o circo

O passo seguinte da “diversão paga” veio com a adrenalina — denominação recente, é verdade, mas o culto a ela começou bem antes, nos parques de diversão.

terça-feira, 26 de maio de 2026

TOMO MMCCXXII Centro de Criação de Verdades Inverídicas


Há sempre aquela sensação incômoda de que tudo o que sabemos está longe de ser a verdade inteira. E, quando percebemos isso, a impressão que tínhamos da verdade” se revela constrangedora, dolorosa. Dói porque nossa noção de verdade não é totalmente falsa — apenas incompleta, distorcida, manipulada.

domingo, 24 de maio de 2026

TOMO MMCCXXI DAS ETERNAS DISTRAÇÕES "MERDIÁTICAS"


Resgato uma narrativa que nunca aprendi na escola. Não por ter estudado em tempos de ditadura, mas porque certas histórias simplesmente não chegam até nós.

TOMO MMCCXX - ESTRUGULAMENTO INTELECTUAL

 


Pedra no Tempo

O privilégio — que às vezes parece castigo — de ter vivido setenta e três anos me coloca sentado numa pedra imaginária do tempo. Uma pedra dessas que, na juventude, escalávamos para chegar ao Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da nossa Sampa. Naquele tempo, ninguém pensava em turismo ou atividade cultural: era só o encontro da galera, o prazer simples de estar junto.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

TOMO MMCCXIX UMA COISA DE ZÉ


Na semana passada, o Zé foi contar, lá na festa dos sindicalistas do ABC, aquilo que ouvira no rádio. Eu, preso a outro compromisso, não tive o privilégio de estar presente. Talvez, por uma questão de relevância,

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