As autoridades turcas condenaram na segunda-feira a operação terrestre "genocida" lançada pelo exército israelense contra "redutos importantes" do grupo paramilitar xiita libanês Hezbollah, no sul do Líbano, alertando que essas ações "exacerbam ainda mais a instabilidade na região do Oriente Médio
". "Condenamos veementemente a operação terrestre de Israel contra o Líbano. A implementação, pelo governo de (Benjamin) Netanyahu, de políticas genocidas e punição coletiva, desta vez no Líbano, levará a uma nova catástrofe humanitária na região", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Turquia em comunicado.
O ministério enfatizou sua "solidariedade com o Líbano diante desses ataques, que violam sua soberania e integridade territorial", embora o governo israelense afirme que essas operações fazem parte de atividades de "defesa".
Com essas ações, as forças israelenses buscam "desmantelar a infraestrutura terrorista e eliminar terroristas que operam na área, a fim de criar uma camada adicional de segurança para os moradores do norte de Israel", como alegam.
As autoridades libanesas elevaram o número de mortos na onda de bombardeios lançada por Israel para quase 900. Israel também enviou tropas para diversas áreas no sul do Líbano em resposta aos disparos de foguetes do Hezbollah, que foram uma retaliação pelo assassinato do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, durante a ofensiva contra o país asiático.
Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2014, alegando que estava agindo contra as atividades do Hezbollah e afirmando que, portanto, não estava violando o acordo. No entanto, tanto as autoridades libanesas quanto o grupo criticaram essas ações, que também foram condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo estipulava que tanto o Estado Genocida quanto o Hezbollah deveriam retirar suas forças do sul do Líbano. No entanto, o exército israelense manteve cinco postos avançados em território do país vizinho, uma medida também criticada por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim dessa presença militar.
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