quarta-feira, 20 de maio de 2026

TOMO MMCCXVI A Brasilândia, no Issquema (Pacotaço)

 


Nem tudo que vem no pacote faz parte do pacote.

Imagine comprar um pacote para uma praia paradisíaca e descobrir que a tal praia fica, na verdade, às margens do Rio Tietê — banhada por espumas químicas, não biodegradáveis.

Explicar é difícil, mas a Sabesp, mesmo sem ter sido privatizada, despeja o esgoto que cobra de nós diretamente nos leitos d’água. O que já era ruim, piora quando os mapas nem sabem por onde o rio passa.

Se não sabem onde passa, aquela velha frase da Petrobras — “não escavar” — seria bem-vinda.

Mas, no pacote, imagine que você comprou da mérdia a ideia de que a esquerda é crime, e descobre que o verdadeiro crime mora em quem vende honestidade — ou melhor, onestidade.

A mérdia vendeu o inexistente crime e uma onestidade marroquina. O “marreco”, antes símbolo de pureza, apareceu na foto da vergonha — uma explicação que não explica.

Um dia antes, não falei por questão contratual. Um dia depois, fui visitar para dizer que acabou.
Putz, acabou seis meses antes!
Tudo em nome da “confiabilidade” — a mesma da praia paradisíaca que, no fim, é um rio de espuma.

Anesino Sandice

Antes que o senhor Durante corrija: não é “issquema”, é esquema. Mas a duplicidade do “S” vem da sonoridade dos “pexes” — “mer’mão, mer’irmãozinho, mer’irmãozão” — a gíria dos R$ 134 milhões do filme O Pangaré Manco.

A curiosidade revela que a empresária por trás da produtora desse filme é da Vila Brasilândia — a mesma que teria recebido da prefeitura outros R$ 100 milhões para instalar pontos de wi-fi. Claro, não entregou.

Minha memória volta às agressões contra meu amigo Sarrafo, quando ele panfletava pela estruturação do PT. A sigla era maldosamente trocada para “Partido dos Trombadinhas”.

Mas, ironicamente, foi esse partido rotulado como dos trombadinhas que fez o Brasil sepultar — ainda que não definitivamente — o rótulo de “país do futuro”. Foi ele que tirou o Brasil do mapa da fome.

Só que aí veio a mérdia entreguista, aliada aos seus velhos parceiros: os “inexistentes cristãos conservadores”. Juntaram-se aos panfletadores da farsa-jato, conseguiram o golpe de 2016 e, depois, elegeram o amigo dos milicianos.

Assim, voltaram não só o mapa da fome, mas também os tempos das carteiradas das “otoridades”.
Essa é a modernidade — apoiada pelos que se dizem progressistas, mas são, na verdade, conservadores.

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