Nem tudo que vem no pacote faz parte do pacote.
Imagine comprar um pacote para uma praia paradisíaca e descobrir que a tal praia fica, na verdade, às margens do Rio Tietê — banhada por espumas químicas, não biodegradáveis.
Explicar é difícil, mas a Sabesp, mesmo sem ter sido privatizada, despeja o esgoto que cobra de nós diretamente nos leitos d’água. O que já era ruim, piora quando os mapas nem sabem por onde o rio passa.
Se não sabem onde passa, aquela velha frase da Petrobras — “não escavar” — seria bem-vinda.
Mas, no pacote, imagine que você comprou da mérdia a ideia de que a esquerda é crime, e descobre que o verdadeiro crime mora em quem vende honestidade — ou melhor, onestidade.
A mérdia vendeu o inexistente crime e uma onestidade marroquina. O “marreco”, antes símbolo de pureza, apareceu na foto da vergonha — uma explicação que não explica.
Anesino Sandice
Antes que o senhor Durante corrija: não é “issquema”, é esquema. Mas a duplicidade do “S” vem da sonoridade dos “pexes” — “mer’mão, mer’irmãozinho, mer’irmãozão” — a gíria dos R$ 134 milhões do filme O Pangaré Manco.
A curiosidade revela que a empresária por trás da produtora desse filme é da Vila Brasilândia — a mesma que teria recebido da prefeitura outros R$ 100 milhões para instalar pontos de wi-fi. Claro, não entregou.
Minha memória volta às agressões contra meu amigo Sarrafo, quando ele panfletava pela estruturação do PT. A sigla era maldosamente trocada para “Partido dos Trombadinhas”.
Mas, ironicamente, foi esse partido rotulado como dos trombadinhas que fez o Brasil sepultar — ainda que não definitivamente — o rótulo de “país do futuro”. Foi ele que tirou o Brasil do mapa da fome.
Só que aí veio a mérdia entreguista, aliada aos seus velhos parceiros: os “inexistentes cristãos conservadores”. Juntaram-se aos panfletadores da farsa-jato, conseguiram o golpe de 2016 e, depois, elegeram o amigo dos milicianos.

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