O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula Da Silva alertou no sábado sobre a possibilidade de invasões estrangeiras e criticou a "passividade" da ONU diante dos conflitos ao redor do mundo durante um fórum entre a América Latina e a África realizado em Bogotá.
O líder de esquerda tem sido um crítico ferrenho dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela, que levaram ao sequestro de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e da ofensiva contra o Irã, que desencadeou uma guerra no Oriente Médio.
O presidente falou recentemente sobre a necessidade de aumentar a cooperação em defesa com países como a África do Sul, diante da possibilidade de uma ação estrangeira contra o Brasil.
Lula tem uma relação tensa com seu homólogo americano, Donald Trump, um aliado do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe.
O presidente afirma que as ações de Washington na Venezuela "não são democráticas" e tem criticado os ataques a supostos barcos de narcotráfico no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, que deixaram mais de 150 mortos desde setembro.
Ele afirmou, sem mencionar um país específico, que eles querem "se apropriar" dos minerais críticos presentes na América Latina, essenciais para a fabricação de dispositivos tecnológicos.
No mês passado, os Estados Unidos chegaram a acordos com países da região, como Argentina e México, buscando diversificar seu fornecimento de metais críticos em um mercado amplamente dominado pela China.
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas do gigante asiático.
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