O governo argentino impediu na terça-feira a entrada do ativista brasileiro Thiago Ávila no país. Ele havia viajado para lá para participar do lançamento da seção local da coalizão que organiza flotilhas humanitárias para Gaza.
O especialista em relações internacionais foi detido ao chegar ao Aeroporto Aeroparque de Buenos Aires, onde foi separado da esposa e da filha e interrogado pela polícia aeroportuária, segundo informações iniciais publicadas em suas redes sociais.
Mais tarde, nessas mesmas plataformas, foi compartilhada a seguinte mensagem: “A polícia de (Javier Milei, presidente argentino) declarou que Thiago não poderá falar publicamente na Argentina. Eles informam que sua deportação é uma decisão tomada em um nível superior no país.”
As postagens em seu perfil do Instagram lembravam que, infelizmente, o ativista vinha sofrendo incidentes recorrentes desse tipo “devido à perseguição sionista contra ele por sua participação no movimento de solidariedade à Palestina”.
Agentes de imigração de vários países o informaram que haviam detectado alertas em seu nome por suposto "apoio ao terrorismo" e "passaporte perdido", além de avisos para contato com a Interpol, conforme indicavam as mensagens.
Da mesma forma, foi relatado que uma comissão política com deputados argentinos estava no aeroporto tentando entrar em contato com Ávila, mas não conseguiu obter autorização da polícia para vê-lo.
“Não se sabe o que acontecerá nesse caso, se Thiago será forçado a embarcar em um voo ou se essa decisão de perseguição política será revertida”, acrescentou uma das postagens em seu perfil, que detalhava que o especialista em relações internacionais tem uma passagem aérea para partir amanhã de Buenos Aires para Barcelona, na Espanha.
“Exigimos a libertação imediata de Thiago Ávila, detido e interrogado no Aeroparque, e condenamos este assédio contra ele”, escreveu a deputada nacional Romina del Plá em sua conta no X, que também enviou uma mensagem em vídeo do terminal do aeroporto.
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