Uma empresa de tecnologia perdeu, em apenas um dia, 3,5 bilhões de dólares em valor de mercado, o equivalente a 10%. Esse montante curioso corresponde a dez vezes o valor de algumas empresas multinacionais. Ainda que saibamos o poder que a tecnologia terá no futuro da humanidade, esse poder permanece, por ora, apenas como promessa.
Segundo relato de minha amiga Jandira Feghali — médica, deputada federal e militante do Partido Comunista do Brasil — um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro viveu um episódio constrangedor em pleno debate, interrompendo o evento com a clássica frase “nossos comerciais, por favor”.
Nos versos satíricos de Nisinha, a piada buscaria retratar a perseguição imposta pelo chamado “marreco” contra pequenos agricultores do Paraná. Esses trabalhadores, que haviam conquistado contratos para fornecer alimentos à rede escolar pública, foram penalizados por substituírem hortaliças após fortes geadas, sem alterar a quantidade entregue.
Há questões que, embora tratadas como menores, revelam-se centrais na construção das desigualdades sociais. São diferenças que, vistas com indiferença por mentes pequenas, tornam-se naturalizadas e invisíveis, servindo ao deleite de minorias que delas se beneficiam.
Poderíamos relatar alguns percalços da vida escolar, até mesmo inventar possíveis traumas. Mas, na verdade, nunca tive tempo para tais dramas: a curiosidade me levou muito mais vezes à biblioteca do que a qualquer divã de psicólogo.
Recentemente, um cãozinho chamado Orelha foi brutalmente agredido e, em decorrência da violência, veio a óbito. Apesar da intenção de manter isenção ideológica, é impossível ignorar o contexto.