Antes mesmo de conhecer a escola, chegou em casa um presente curioso: um despertador com calendário, vindo do Japão — aquele mesmo Japão que, nos discursos da época, integrava o “eixo do mal”. O detalhe mais intrigante era que o dia mudava ao meio-dia, não à meia-noite. Pequena máquina, grande símbolo de um mundo que já se transformava.
Fique de cabeça para baixo. O sangue sobe ao seu rosto, o quarto gira, mas algo notável acontece: o mundo teimosamente permanece na posição correta.






