segunda-feira, 23 de março de 2026

Xi Jinping reconhece o trabalho da CELAC na promoção da paz


O presidente Xi Jinping enviou uma mensagem de felicitações à X Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), reunião que ocorreu em 21 de março de 2026 na Colômbia, país sede da presidência.

Xi Jinping observou que, desde a sua fundação, a CELAC tem se dedicado a promover a paz, a estabilidade, o desenvolvimento e a prosperidade regionais, infundindo novo dinamismo à solidariedade e ao desenvolvimento comum no Sul Global, informou o Ministério das Relações Exteriores da China.

Ele lembrou que, em maio do ano passado, a IV Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC foi realizada com sucesso em Pequim, em cuja abertura anunciou o lançamento conjunto dos cinco principais programas (solidariedade, desenvolvimento, civilização, paz e laços entre os povos), uma proposta que foi recebida com entusiasmo pela parte latino-americana e caribenha.
Ao longo do último ano, ambas as partes colaboraram estreitamente para aprofundar e consolidar esses programas, proporcionando benefícios tangíveis aos seus respectivos povos.

Xi Jinping enfatizou que a China sempre será uma boa amiga e parceira dos países da região, apoiando-os firmemente na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. Ele expressou a disposição da China em trabalhar em conjunto com a região para defender a equidade e a justiça internacionais, escrevendo assim um novo capítulo na construção da comunidade China-América Latina e Caribe com um futuro compartilhado.

sábado, 21 de março de 2026

Sistema de pagamentos dos BRICS: Possíveis mecanismos, funcionalidades e cronogramas para sua criação

BRICS payment system: possible mechanisms, functionality and timelines for its creation
Os BRICS estão caminhando firmemente rumo à criação de um sistema de pagamentos independente e, potencialmente, até mesmo de uma nova unidade para liquidações mútuas. Como será a nova infraestrutura financeira do grupo e em que ela provavelmente se baseará? Previsões de especialistas são apresentadas na reportagem da TV sobre os BRICS.
Moeda única dos BRICS: prós e contras
Em dezembro de 2025, respondendo a uma pergunta de jornalistas indianos sobre as perspectivas de criação de uma moeda única para os BRICS ou de mecanismos de pagamento alternativos utilizando moedas nacionais, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, observou que tais questões não deveriam ser apressadas para "evitar erros graves".

No caso dos BRICS, essa tarefa exige, de fato, decisões cuidadosamente ponderadas. Os estados-membros estão espalhados por diferentes continentes, e tanto os padrões de vida quanto os níveis de inflação variam significativamente. Para criar uma unidade de conta única ou um mecanismo de pagamentos em moedas nacionais, todos esses fatores precisariam ser harmonizados.

Ao mesmo tempo, existem pré-requisitos claros para a criação, em curto prazo, de uma moeda única ou de alguma nova forma de liquidação dentro do BRICS. Por exemplo, mais de 80% do comércio entre a Rússia e a China já é realizado em moedas nacionais. No geral, o volume de comércio entre os países membros do BRICS ultrapassou US$ 1 trilhão.

Existem outros fatores que indicam a necessidade de um sistema de pagamentos unificado no futuro. Por exemplo, a crescente demanda por energia e recursos energéticos entre as economias em desenvolvimento continuará impulsionando o comércio intra-BRICS. A iniciativa de estabelecer uma bolsa de grãos do BRICS também destaca a necessidade de um sistema de liquidação conveniente e transparente. Segundo previsões, essa bolsa poderia consolidar de 30% a 40% da oferta global de importantes culturas de grãos. Com o tempo, poderá evoluir para uma bolsa de commodities completa, onde recursos energéticos e outros bens serão negociados juntamente com grãos. Esses e outros fatores, incluindo os geopolíticos, apontam claramente para o possível surgimento de novas moedas supranacionais, afirmam especialistas.


Infraestrutura de pagamento

Em 2023, as discussões sobre uma moeda comum já haviam começado. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou-se a favor de uma alternativa ao dólar americano no comércio internacional (na prática, a criação de uma moeda única de liquidação), afirmando: "Por que não tentamos criar algo novo? Quem decidiu que, depois de abandonar o padrão-ouro, o dólar deveria ser a moeda, em vez do yuan, do real ou do peso?". Contudo, um ano depois, em outubro de 2024, Lula da Silva esclareceu que estava propondo que os países do BRICS discutissem a criação de um sistema financeiro unificado, e não a substituição de moedas nacionais. Recentemente, as discussões têm se concentrado cada vez mais não em uma moeda propriamente dita, mas na construção de uma infraestrutura de pagamentos dentro do BRICS.

Assim, em fevereiro de 2026, em Nova Delhi, durante a primeira reunião de Sherpas e Sous Sherpas do BRICS sob a presidência indiana, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia , Sergey Ryabkov , que chefiava a delegação russa, enfatizou a necessidade de se criar uma infraestrutura transfronteiriça de pagamentos, liquidação, custódia e resseguros no âmbito do BRICS. Segundo previsões de especialistas, isso poderá acontecer em breve.

“Especialistas consideram possível criar um sistema de pagamentos ou um mecanismo de compensação digital baseado em moedas nacionais já em 2026, mas não uma moeda propriamente dita”, afirmou Anatoly Otyrba , especialista em política global e professor da Academia de Problemas Geopolíticos.

Entretanto, as declarações oficiais geralmente se referem à interoperabilidade, às plataformas de pagamento e às moedas nacionais, e não a uma moeda única propriamente dita. Embora, segundo especialistas, o seu surgimento no futuro ainda seja possível.

“A plataforma propõe a criação de um mecanismo de liquidação unificado. Por exemplo, a introdução de uma unidade de conta […] que garanta a segurança das liquidações entre os países do BRICS e terceiros países contra as ações dos principais beneficiários do sistema de pagamentos internacionais existente. Essa unidade poderia assumir a forma de uma moeda digital e de compensação”, explicou Mikhail Khachaturyan , professor associado do Departamento de Desenvolvimento Estratégico e Inovador da Universidade Financeira do Governo da Rússia, em entrevista à TV BRICS.


Centro emissor

Contudo, se for criado um mecanismo de liquidação unificado com uma nova unidade de pagamento, os países do BRICS precisarão determinar qual instituição desempenhará o papel de banco central, visto que qualquer moeda comum requer um órgão responsável pela estabilidade e pela política monetária. Atualmente, o BRICS não possui tal instituição. Embora, há alguns anos, especialistas tenham sugerido que o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) poderia assumir as funções de um banco central do BRICS.

Em 2023, Evandro Caciano , então chefe de Política Cambial da financeira brasileira Trace Finance, sugeriu que o Novo Banco de Desenvolvimento poderia se tornar o emissor de uma moeda digital única para os países do BRICS. Em sua visão, o processo poderia ser implementado em etapas e levar de cinco a dez anos.

No entanto, isso exigiria que a instituição expandisse seu portfólio de investimentos para lastrear tal moeda, que poderia posteriormente ser usada para investimentos de capital. Somente depois disso ela poderia ser usada para transações comerciais, explicou Cassiano.

Cabe destacar que, até 2026, o volume de empréstimos aprovados pelo Novo Banco de Desenvolvimento já ultrapassou US$ 42,9 bilhões . O banco dos BRICS continua a aumentar as liquidações em moedas nacionais. Sua estratégia para 2022-2026 prevê que essas operações representem pelo menos 30% do total.


Taxa de câmbio da unidade de liquidação

Outro desafio que surgirá com a introdução de uma nova unidade de liquidação será a determinação de sua taxa de câmbio em relação a outras moedas. Os especialistas apontam diversas abordagens possíveis.

“A taxa de câmbio de tal unidade poderia, teoricamente, ser calculada com base em uma cesta de moedas nacionais, levando em consideração suas participações no PIB e no comércio, ou com a adição de um componente de mercadoria. No entanto, o fator crucial aqui é a confiança nas regras de emissão e governança”, explicou Lilia Aleeva , especialista em economia digital e doutora em Ciências Econômicas.

Mikhail Khachaturyan também propõe um cálculo baseado em uma cesta de moedas nacionais do BRICS+, formada a partir de taxas cruzadas relativas às moedas mais estáveis, como o yuan, o rublo, o real brasileiro, ou taxas cruzadas das moedas do BRICS+ em relação ao ouro.

Outros especialistas também apontam para a possibilidade de atrelar a unidade monetária dos BRICS ao ouro nos estágios iniciais. Com o tempo, porém, uma vez amplamente reconhecida, a própria moeda dos BRICS poderia se tornar uma medida de valor, já que seria lastreada por ativos tangíveis. Essa visão também é expressa pelo Professor Anatoly Otyrba, que, juntamente com a comunidade acadêmica, propõe uma solução de nível empresarial com alto grau de prontidão: a criação de uma unidade monetária universal supranacional (UMU) completa. Segundo o especialista, tal sistema sequer exigiria um único centro emissor.

“A principal característica distintiva da UMU que propomos é que ela não é emitida por um único centro emissor, mas por um sistema descentralizado (centrado em rede) de emissores – entidades econômicas de diferentes países unidas em uma Associação Internacional de Emissores, que a emitem em proporção ao volume de ativos de garantia, cujo valor total é avaliado e reconhecido pela maioria dos membros do grupo (50% mais um voto)”, disse Anatoly Otyrba em entrevista exclusiva à TV BRICS.

Segundo o especialista, a vantagem dessa emissão é que, ao contrário do dólar americano, ela é politicamente neutra e não está sujeita à regulamentação de nenhum partido específico.

Cenários de desenvolvimento

A implementação de tal ideia poderia representar um verdadeiro avanço na economia, contribuindo para o fortalecimento das moedas e das economias dos países BRICS. Ao mesmo tempo, paralelamente à criação de uma UMU (Unidade Monetária Universal), especialistas consideram outros cenários possíveis ou intermediários. Entre eles, a criação de uma unidade de liquidação exclusiva para o comércio exterior, em vez de uma moeda supranacional completa; ferramentas digitais para liquidações transfronteiriças entre bancos centrais; ou simplesmente o aumento do uso de moedas digitais nacionais em transações.

Como medida de adaptação transitória na construção de um novo mecanismo de liquidação, os países do BRICS também poderiam se inspirar na experiência soviética de um sistema monetário de circuito duplo, em que uma moeda nacional é usada para operações externas e outra para o mercado interno – o chamado “rublo transferível”, “yuan transferível” ou “rupia transferível”.

Outro cenário provável, segundo especialistas, é a criação de uma câmara de compensação dentro do Novo Banco de Desenvolvimento, que poderia atuar efetivamente como comprador e vendedor em cada transação – ou seja, como intermediário, assumindo todos os riscos da transação. Apesar das diferentes visões sobre os possíveis caminhos de desenvolvimento, todos os especialistas concordam que resultados tangíveis poderão ser observados nos próximos três a cinco anos.

“É improvável que o processo de formação de uma plataforma de pagamentos unificada e de uma unidade de liquidação sofra atrasos significativos. Apesar da necessidade de uma harmonização complexa e multifacetada das legislações monetária, financeira e bancária, a regulamentação das normas internacionais de liquidação pode levar até três anos. Isso significa que é muito provável que tal plataforma surja por volta de 2029-2030”, afirmou Mikhail Khachaturyan.

A criação de um sistema de pagamentos unificado para os BRICS poderia simplificar significativamente as liquidações em moedas nacionais e estimular o crescimento do comércio mútuo. Segundo especialistas, isso levaria a um aumento anual no volume de negócios entre os países BRICS+ de 8 a 10%, contribuindo potencialmente com pelo menos 2 a 3% para o crescimento do PIB dos países participantes. Mais importante ainda, o surgimento de tal plataforma poderia reforçar a posição dos BRICS como um importante centro de poder econômico.

Estados Unidos e Israel atacam instalação nuclear iraniana

Os Estados Unidos e o governo genocida de Israel atacaram o complexo nuclear iraniano de Natanz no sábado, informou a organização de energia atômica da República Islâmica.

"Na sequência dos ataques criminosos perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista usurpador contra o nosso país, o complexo de enriquecimento de Natanz foi alvo de um ataque esta manhã", afirmou a organização em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.

A agência acrescentou que "nenhum vazamento de materiais radioativos foi detectado" na área, localizada no centro do Irã.

Desde a guerra de 12 dias iniciada por Israel em 2025, inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) retornaram ao Irã, mas não conseguiram visitar nenhuma das instalações que foram atacadas.

O chefe da agência da ONU que monitora o programa nuclear iraniano, Rafael Grossi, reiterou no sábado, em comunicado à imprensa, "seu apelo à contenção militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear".

Lula deu o alerta na cúpula CELAC-África: "Eles querem nos colonizar novamente"

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula Da Silva alertou no sábado sobre a possibilidade de invasões estrangeiras e criticou a "passividade" da ONU diante dos conflitos ao redor do mundo durante um fórum entre a América Latina e a África realizado em Bogotá.

O líder de esquerda tem sido um crítico ferrenho dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela, que levaram ao sequestro de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e da ofensiva contra o Irã, que desencadeou uma guerra no Oriente Médio.

O presidente falou recentemente sobre a necessidade de aumentar a cooperação em defesa com países como a África do Sul, diante da possibilidade de uma ação estrangeira contra o Brasil.

Lula tem uma relação tensa com seu homólogo americano, Donald Trump, um aliado do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe.

O presidente afirma que as ações de Washington na Venezuela "não são democráticas" e tem criticado os ataques a supostos barcos de narcotráfico no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, que deixaram mais de 150 mortos desde setembro.
Ele afirmou, sem mencionar um país específico, que eles querem "se apropriar" dos minerais críticos presentes na América Latina, essenciais para a fabricação de dispositivos tecnológicos.

No mês passado, os Estados Unidos chegaram a acordos com países da região, como Argentina e México, buscando diversificar seu fornecimento de metais críticos em um mercado amplamente dominado pela China.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas do gigante asiático.

Cuba está aberta a um "diálogo sério", mas sem interferência em seus assuntos internos

Cuba está aberta a um "diálogo sério e responsável" com o governo dos Estados Unidos, mas ressaltou que a reaproximação deve ocorrer "sem interferência em assuntos internos", declarou o ministro das Relações Exteriores do país caribenho, Bruno Rodríguez, neste sábado.

Essas declarações foram feitas em Bogotá durante uma cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), um bloco regional composto por 33 países da América Latina e do Caribe.

Irã lançou mísseis balísticos contra a base de Diego Garcia

Segundo vários oficiais americanos, o Irã disparou dois mísseis balísticos de alcance intermediário contra Diego Garcia, uma base militar conjunta entre os EUA e o Reino Unido no meio do Oceano Índico, embora nenhum dos mísseis tenha atingido a instalação.

Segundo duas fontes, um dos mísseis apresentou defeito em voo, e um navio de guerra americano disparou um interceptor SM-3 contra o outro. De acordo com um dos oficiais, não foi possível determinar se a interceptação foi bem-sucedida.

O ataque iraniano a Diego Garcia, a cerca de 4.000 quilômetros do Irã, indica que seus mísseis têm um alcance maior do que Teerã havia admitido anteriormente. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou no mês passado que o Irã havia limitado deliberadamente o alcance de seus mísseis a 2.000 quilômetros. 

O Iran Watch, parte do Projeto Wisconsin para o Controle de Armas Nucleares, afirmou que o Irã possui mísseis operacionais com alcance de 4.000 quilômetros. O Centro de Pesquisa e Educação Alma, de Israel, estima o alcance máximo dos mísseis iranianos em cerca de 3.000 quilômetros, mas observa que existem relatos do desenvolvimento de armas com alcance maior.

Situada em uma ilha remota no Território Britânico do Oceano Índico, Diego Garcia é uma base estratégica a partir da qual os Estados Unidos operam bombardeiros, submarinos nucleares e destróieres de mísseis guiados.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Trump chama os líderes da OTAN de "covardes"

O presidente Donald Trump atacou os aliados da OTAN na sexta-feira por sua falta de apoio à guerra EUA-Israel contra o Irã, chamando os aliados históricos de Washington de "covardes".

"Jesus Cristo não tem vantagem sobre Genghis Khan" - Benjamin Netanyahu


 O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, provocou uma grande controvérsia ao afirmar que, à luz da história, "Jesus Cristo não tem vantagem sobre Genghis Khan", numa reflexão sobre poder, guerra e a sobrevivência das nações.

TOMO MMCLV AULAS DE MILITÂNCIA


O Valor do Pensar

Aprendi cedo que o trabalho dignifica. Que o salário era uma dádiva do patrão. Cresci ouvindo que Vargas, o “pai dos pobres”, criou a CLT para proteger os trabalhadores. Ainda assim, minha família — quase em ingratidão — votou no Jânio contra Lott, herdeiro da corrente varguista. Minha mãe, Dona Maria, analfabeta, não votava. Mas meu pai votou, e votou contra seus próprios interesses.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Organizações pedem a realização de um fórum no Brasil


Um Local para confrontar o avanço da direita e a guerra.
Unir as forças da esquerda mundial para confrontar a ascensão da extrema-direita e as guerras imperialistas, como as travadas em diferentes regiões nos últimos meses pelos governos dos Estados Unidos e de Israel, é o objetivo da Primeira Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, que será realizada em Porto Alegre de 26 a 29 de março, convocada por uma ampla coalizão de personalidades e organizações progressistas.

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