A Era do Capetalismo
São tempos estranhos, diria Milton Santos em uma roda de conversa. Mais do que nunca precisamos da geografia, não apenas como ciência, mas como prática: uma bússola para nos adaptarmos ao que ainda está por vir.
São tempos estranhos, diria Milton Santos em uma roda de conversa. Mais do que nunca precisamos da geografia, não apenas como ciência, mas como prática: uma bússola para nos adaptarmos ao que ainda está por vir.
Vivemos tempos curiosos. Há quem se diga patriota, mas se perde em patriotadas: mistura bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, símbolos que pouco dialogam com a realidade brasileira. Israel, cuja tradição religiosa sequer reconhece Cristo, é usado como estandarte por cristãos que parecem desconhecer a própria história.
Nesse esquecimento, floresce o culto aos tempos sombrios — o apagamento da realidade — como se a cegueira pudesse anestesiar a fome.
Algo, como uma questão,
Um tanto como bíblica:
É por isso que deus, não dá asas a cobra.
O passo seguinte da “diversão paga” veio com a adrenalina — denominação recente, é verdade, mas o culto a ela começou bem antes, nos parques de diversão.
Desde o seu início, na década de 1970, a guerra às drogas promovida por Washington na América Latina tem sido alvo de controvérsia e debate....