segunda-feira, 9 de março de 2026

Preços do petróleo bruto disparem acima de US$ 115


Notícias sobre bombardeios a depósitos de petróleo no Irã fizeram o preço dessa fonte de energia disparar em mais de 20%, ultrapassando os US$ 100 por barril, um nível não visto desde 2022, o que, por sua vez, impulsionou a demanda por ativos considerados refúgio seguro, como o dólar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou o incidente, alegando que foi uma "pequena falha" e um efeito de curto prazo.

Em entrevista à ABC News, o presidente minimizou o aumento do preço dos combustíveis, chamando-o de "um pequeno contratempo. Tivemos que fazer esse desvio. Eu sabia exatamente o que ia acontecer", disse ele.

Mais tarde, por meio de sua plataforma Truth Social, ele afirmou que “os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente assim que a destruição da ameaça nuclear do Irã for concluída, são um preço muito pequeno a se pagar pela segurança e paz dos Estados Unidos e do mundo. Só os tolos pensariam o contrário!”

Segundo dados de mercado, o preço do West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, subiu 27,89%, atingindo US$ 115,91 por barril, seu maior valor desde 2022. Já o petróleo Brent, proveniente do Mar do Norte, teve alta de 25,22%, chegando a US$ 116,108, também atingindo seu maior valor desde 2022.

Na semana passada, o petróleo bruto WTI subiu 64,05%, enquanto o petróleo bruto Brent teve alta de 51,07%. Essa volatilidade ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, um nível não visto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e os preços recuaram após alguns dias.

Os contratos futuros de gás natural na Europa, especificamente os contratos holandeses com vencimento no próximo mês, subiram 8,53%, para € 50,65 por megawatt-hora. Enquanto isso, os contratos futuros de gás natural nos EUA avançaram 8,82%, para US$ 3.467 por milhão de BTU.


Mercados de ações asiáticos despencam

Os principais mercados de ações asiáticos estão sofrendo perdas significativas, com o índice Nikkei do Japão abrindo em queda de 6,67% na segunda-feira e o Kospi da Coreia do Sul em queda de 8,64%.

Entretanto, o peso mexicano ultrapassou a barreira dos 18 por dólar, um nível não visto desde o início do ano. Nos mercados internacionais, a moeda mexicana desvalorizou-se 1,31% face ao dólar americano, cotada a cerca de 18,0065 por dólar.

Isso ocorre em meio a um aumento na aversão ao risco e ao fortalecimento do dólar. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas internacionais, subiu 0,70%, para 99,675, em meio ao aumento da volatilidade devido à incerteza em torno do cenário global atual.

Na sequência da pandemia de Covid-19, a invasão da Ucrânia pela Rússia desencadeou um choque energético que, juntamente com a interrupção da cadeia de abastecimento, provocou a pior crise inflacionária em quatro décadas.

Os bancos centrais responderam com um aumento drástico das taxas de juros e, desde então, têm trabalhado para reduzi-las, mas a inflação, particularmente nos Estados Unidos, permanece alta e resistente a desaceleração.

Daí a aversão ao risco dos investidores, que não encontram refúgio no ouro, cuja cotação caiu 1,56%, para US$ 5.079,34.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SBP em pauta

DESTAQUE

GUERRA CONTRA AS DROGAS: A velha ladainha americana para intervir na América Latina

Desde o seu início, na década de 1970, a guerra às drogas promovida por Washington na América Latina tem sido alvo de controvérsia e debate....

Vale a pena aproveitar esse Super Batepapo

Super Bate Papo ao Vivo

Streams Anteriores

SEMPRE NA RODA DO SBP

Arquivo do blog