Vivemos em um mundo onde o crime se apossou de tudo — das ruas, das instituições e até das estruturas religiosas.
Quando se fala em crimes dentro das igrejas, quase sempre alguém menciona as acusações de pedofilia. Mas há outro tipo de crime, mais silencioso e persistente: o crime contra a natureza humana, aquele que impõe a negação da sexualidade. Se quiséssemos focar no comportamento sexual das crenças religiosas, mergulharíamos na abstinência moral pregada pelas comunidades evangélicas dos anos cinquenta e sessenta no Brasil. No entanto, o foco aqui não é o crime de matar a sexualidade, nem as reações naturais a essa imposição.
O crime de que falo é o crime comum — aquele que busca lucro econômico. Só que, nos tempos atuais, o crime comum se transformou em crime organizado. E o crime organizado só existe quando há participação de agentes públicos. Estamos, portanto, falando de milícias — estruturas defendidas pelos “bozos” e seus seguidores, os “bozolóides”, enquanto os “bolzominiuns”, sem entender o que realmente apoiam, batem palmas entusiasmadas e apontam o dedo acusador quando alguém fora desse grupo pratica as mesmas ações criminosas.
O crime aqui é o da estrutura do Estado a serviço de um grupo no poder, que usa as instituições religiosas como instrumento de prática criminosa.
Os recentes escândalos envolvendo igrejas evangélicas e bancos — com descontos associativos e empréstimos fraudulentos — não são novidade. Pedir pena de morte, segundo a lógica de quem pregou oferecer a outra face, também deveria ser considerado crime.
Mas, afinal, crime só é crime quando cometido por adversários? Impor uma “castração moral” da sexualidade também é crime.
Adão Alves dos Santos
P.S.: Mesmo que o conceito moral, e o contexto social, insistam em ignorar que essa realidade existe.
É CRIME! É CRÍVEL?
Houve três crucificados,
Cena comum, do império romano, não!
Romano, era o império do mundo conhecido,
Crucificar, era prática praticada na terra!
Pasmem, santa, prática, contra a qual?
O filho de deus se revelou,
Rebelou, não se debelou,
E, por ter, também contra isto, se debelado,
A condenação era inevitável.
O Cristo dos cristãos, foi criminalizado!
O crime de Cristo, foi se debelar,
Depois de ter se revelado,
Contra o crime do Estado!
Os dois outros crucificados, ladrões,
Um destes, arrependido:
Mas, o Estado, se arrependeu?
Os herdeiros deste Estado, ainda "premem",
Por Estado, "sociedade" que mate!
Santo Semfé

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