quarta-feira, 13 de agosto de 2025

TOMO MCMXXXVI - UM TEMA INDISCUTÍVEL


Quanto vale a vida? Uma pergunta, que pode parecer poética e que, no entanto, está muito longe de ser filosófica. Por trás dela fica uma questão imperceptível; o "quarto poder da república". Não estamos falando do inexistente poder moderador atribuído por golpistas de plantão às forças armadas, nossa reflexão é sobre o papel da mídia.

Esta atividade econômica tem, na formação, na maneira de pensar da sociedade, que vê, seu dia-a-dia, com olhos e interesses, que não são necessariamente os seus.

O primeiro passo, seria fazer esta mídia, se abster de ser uma retransmissora da indústria cultural estadunidense. Como se a Hollywood tupiniquins recebesse, e não comprasse, o direito de retransmitir. Na verdade, o material exposto, não tem nenhum apego recreativo, o que é exposto diuturnamente, são notícias que enaltecem os feitos do norte-americano, como se este fosse, o único salutar à humanidade.


Fora de películas, onde um morador em situação de rua, em exposto como um vagabundo, a quantidade de pessoas que "vegetam" nesta situação na meca do capetalismo, é simplesmente ignorada. Só se vende aqui, as inexistentes benéfices de um sistema excludente.


Como amplos setores desta mídia, "o verdadeiro quarto poder" numa sociedade "tripartite", ou seja, como este setor econômico, não é visto como parte da estrutura de poder, ela não é cobrada como tal. Devo, por uma questão de responsabilidade, falar de uma mídia, enquanto empresa, que é financiada e reproduz os anseios de setores que olham apenas para o mercado consumidor externo, e despreza temas como preservação ambiental. Despreza ainda, que pessoas em situação de rua, não são exatamente vagabundos, que podem ser excluídas do mercado consumidor, pelo simples fato, deste mercado não abarcar toda a humanidade.


A discussão não feita é seletividade que de forma quase algoritma, escolhe quem pode, ou não, ter o rótulo de consumidor. Lembremos, nosso olhar, só existe o mundo capetalista, a vertente humana, é um compêndio desnecessário. 


O que importa é a capacidade de consumir, que é seletiva, não por selecionar, é pelo simples fato que os meios de produção não têm condições de alcançar a todos. A parte indiscutível desta história, é que por imposição da forma de pensar capitalista, o fator humano fica sempre em segundo plano. Uma visão das atividades econômicas que sirvam para incluir, são criminalizadas. Uma discussão que precisamos fazer.


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