O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quarta-feira uma flexibilização das tarifas impostas pelos EUA às exportações brasileiras de aço e alumínio, reduzindo as alíquotas de 50% para 25%.
Durante reunião na Câmara dos Deputados, o vice-presidente, que também é ministro do Comércio, informou que o Departamento de Comércio dos EUA estabeleceu que as exportações do gigante sul-americano que tenham aço e alumínio em sua composição terão a mesma alíquota de produtos manufaturados de outros países, informa o G1 .
"Isso melhora nossa competitividade no setor industrial ", disse o vice-presidente brasileiro.
Equaliza a competitividade
Segundo a autoridade, as projeções do governo sugerem que a medida aumentará a competitividade na venda de equipamentos como máquinas e motocicletas. A estimativa é que ela desafie as exportações brasileiras em aproximadamente US$ 2,6 bilhões.
"Fizemos as contas e isso equivale a US$ 2,6 bilhões em receitas de aço e alumínio com exportações brasileiras, de um total de US$ 40 bilhões. Ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% e vão para a sessão 232 (caindo para 25%), o que nos coloca em pé de igualdade com o resto do mundo", acrescentou o vice-presidente.
Em 9 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% sobre o Brasil, citando o que ele chamou de uma relação comercial " muito injusta " e criticando o judiciário brasileiro pelo caso contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando seu envolvimento em um plano de golpe.
Esses impostos entraram em vigor em 7 de agosto. Embora haja uma lista de quase 700 exceções, vários itens importantes para a economia brasileira estão incluídos, como café, carne bovina e frutas como manga.
O governo do gigante sul-americano prepara novas medidas para conter o impacto dessas tarifas e ampliar a lista de produtos isentos da tarifa.

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