Somos diuturnamente bombardeados por "doutores" bíblicos que falam da obrigatoriedade do pagamento de dízimo, enquanto, alguns destes "doutores" fazem questão de ostentar riquezas materiais, descabidas para quem diz segui-los. Isso se refere não só a um Deus, único, mas se comprometem seguir os ensinamentos de seus filhos.
"Jesus de Nazaré" faz através de seus discípulos claras opções pelos pobres, logo, muito longe das ostentações destes (doutores, leia-se, líderes religiosos, mesmo que não seja um pastor, "contador de dízimo", mas qualquer religioso conservador" que de conservador não tem nada), na verdade retrógrados.
Deve, primeiro, confirmar, o pagamento do dízimo, realmente está descrito na bíblia, em "MALAQUIAS 3-10", no velho testamento, cujo, muito dos ensinamentos, são confrontados nos anos ensinamentos cristãos. Poderíamos, aqui, fazer uma viagem até às razões pelas quais o Jó, precisou ter uma paciência infinda, para esperar as graças de Deus, ele teria engravidado suas duas filhas, estamos falando do cometimento de "erros e arrependimentos" para se conseguir o perdão, não uma coisa automática. Em síntese, até mesmo às lições, cultuadas, não estão corretas, nem mesmo no velho testamento, quanto mais, quando se quer naturalizar para os ensinamentos do novo testamento.
Falando, porém, especificamente da questão do pagamento dos "cabulosos" por ser uma forma capetalista de enriquecimento de alguns poucos indivíduos, cujo, o primeiro passo é fazer ignorar tudo que no novo testamento, contradiz, os absurdos presentes no velho testamento. Estamos falando de (HEBREUS 7-8, "que diz que nenhum homem mortal deve receber tal pagamento" o dízimo, portanto, do ponto de vista cristão, não há nenhuma justificativa aceitável, para que pastores digam a seus fiéis, que eles seja obrigados, a desviar um décimo de "muitas vezes minguados" rendimentos, para que alguns poucos pastores, desfilem de roupas de grife, carros de luxo, iates faraônicos, jatos supersônicos ou habitem em sultuosos palácios.
Obviamente, somos obrigados, por uma questão ética, a deixar claro, que instituições religiosas, são como um clube, cujo sua manutenção, é de obrigatoriedade de seus participantes, logo, o passar do chapéu, ou a instituição de uma mensalidade, é evidentemente necessário, mas, daí, impor que pessoas, sob ameaças de queimar no fogo eterno, caso se recusem a enriquecer o pastor, que no fundo, faz parte da defesa de um sistema econômico radicalmente excludente.
Os motivos da escrita desta crônica, em especial, é para realçar, que o processar, de um pastor "Silas Malafaia" está atrasada, no mínimo, oitenta anos, já que as igrejas evangélicas adentraram ao Brasil na década de quarenta.

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