O número de visitantes anuais era inferior a 8.000 na década de 1990. No ano passado, mais de 124.000 visitaram o local.
A Antártida, a última grande área selvagem da Terra, está enfrentando crescente pressão da atividade humana.
Um novo estudo publicado na Nature Sustainability alerta que o aumento do turismo e a expansão das bases de pesquisa estão poluindo o continente sul, acelerando o derretimento da neve e ameaçando ecossistemas frágeis que já correm risco devido às mudanças climáticas.
Pesquisadores do Chile, Alemanha e Holanda passaram quatro anos viajando 2.000 quilômetros pela Antártida para medir a contaminação. Eles descobriram que, em áreas onde a presença humana é ativa, as concentrações de metais tóxicos como níquel, cobre e chumbo são agora 10 vezes maiores do que há quatro décadas.
“A crescente presença humana na Antártida levanta preocupações sobre poluentes provenientes da combustão de combustíveis fósseis, incluindo aqueles provenientes de navios, aeronaves, veículos e infraestrutura de apoio”, escreveram os autores.

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