sexta-feira, 8 de agosto de 2025

TOMO MCMXXXI - TEMPOS IDOS

Hoje; no dia dos gatos "e das gatas, é claro", o título dessa crônica nos remeteria a poesia, mas, nossas lembranças, são dos tempos de lutas, especialmente, de uma pessoa que se empenhou com as garras de uma felina, na defesa dos direitos dos excluídos. Esta é uma crônica em homenagem às pessoas, que igual a mim tiveram o privilégio de conviver com a gigantíssima mulher BRÍGIDA MC DONAGH.

Minhas lembranças da irmã Brigida são muito anteriores, mas, seus últimos anos de Brasil, ela morava no Jardim Damasceno, cujo, o próprio loteamento, é um crime ambiental, mas, não só, é muito difícil, geograficamente definir, como uma colina, o morro que virou um "Jardim", o córrego do Canivete, "margeado pela Av. Italo Merigo" e o parque linear do Canivete, também é margeado por uma encosta íngreme, que chuva sim, chuva também, arrasta parte altas de terra e areia, bem como restos de construção e de plantação, assoreando o curso das duas nascentes que formam o referido curso d'água.

Os tempos idos, são, não só de nossa estimadíssima amiga Brigida, são lembranças de pessoas, que foram à luta, primeira, por democracia, precisávamos superar a ditadura, aquele sanguinário regime político, que prendeu, torturou, matou e exilou brasileiro, que entre outras coisas, se opunham a interferência estrangeira, "o Brasil era tido como apenas um quintal dos EUA, que tinha permissão para crescer economicamente, justamente, para se afastar das possíveis influências do "mundo socialista". Mas, não só!

Este crescimento econômico do país, era fomentado, por financiamentos que aumentam nossas dúvidas externas, permitindo, por tabela, a ingerência do FMI, que assim como as chuvas que assoreiam o córrego do Canivete, o FMI, trimestre sim, outro também, visitavam Brasília, para "pitacar" os rumos de nossa economia, que também, "pitacava" a política e as condições sociais, fazendo mais que necessário as atuações de pessoas, que como eu tiveram o privilégio da amizade com nossa fantástica irmã Brigida.

Não preciso nomear, as centenas de pessoas, que, não pela gana de uma juventude politicamente ativa, "ainda que os "entas" nas nossas idades, dificultam nossas disposição, mas, não a certeza que precisamos defender as conquistas destes tempos idos. Infelizmente, nossas lutas não conseguiram impedir no passado, o loteamento do Jardim Damasceno, ou de um outro loteamento, na área que seria o parque da Brasilândia. Uma região sem nenhuma área de lazer.

As necessidades de lutas, seguem igual, ainda que muitas de nossas conquistas estejam aí, para dizer que lutar vale a pena. Ainda que as saudades existam.

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