Quando criança, algumas palavras nos soavam estranhas, porém, éramos, via-de-regra, vítimas de beliscões, tanto por parte de minha mãe, quanto de minhas irmãs mais velhas. Elas eram quatro, assim!
Aquilo que se materializava pelo "juntar de unhas" com parte considerável de nossos músculos no meio, chegava a sangrar. Muito provavelmente, naqueles tempos, a expressão "pessoa beliscosa", não chegasse a soar estranho, passaram-se mais de meio séc, destas doloridas lembranças, quando nossos ouvidos, são "beliscados", com esta expressão. Cabe refletir.
Primeiro, nesta data, ou melhor, nesta numeração destas crônicas, que nos remete ao ano de nosso nascimento, confesso, nunca imaginei escrevendo o ano de meu natalício em algarismos romanos, hoje acontece.
Para além destes seres "beliscosos", o ano de 2013, para a história do Brasil, pode marcar um divisor de águas, talvez num futuro próximo, "a beliscosidade", pode marcar uma estranha situação, pois, é o ano em que um ex-prefeito, deixou uma bomba de retardo para seu sucessor, porém, aquilo que poderia ser apenas um ardil político, "deixar um reajuste das tarifas do transporte público, na maior cidade do hemisfério sul, propiciou uma série de manifestações de rua, "o quebra-quebra dos R$0,20, que culminaram com acusações, "muitas vezes infundadas" de corrupção, que levou nosso país a perder seu passaporte para o futuro, "as riquezas do pré -sal" que foram subtraídas' em tenebrosas transações, que sem a tal bomba de retardo, não poderia acontecer.
Tal acontecimento, teve as eternas parcerias de sempre, a mérdia colaborativa, os políticos entreguistas, uma população, principalmente na faixa conhecida como "classe-mérdia", sempre ávida para se sentir pertencente às elites, enquanto margeia a pobreza absoluta.
Esta "classe-mérdia" municiada com argumentos de cunho moral, de amplos setores conservadores de igreja pseudo-cristãs, que já desconfiou, que quando o povo melhora sua renda, deixa para trás este conservadorismo atroz. Mas, este ano, 2013, trouxe algo memorável. Ainda relacionado à tal bomba de retardo.
A bomba de retardo foi arquitetada, para deixar em maus lençóis uma gestão progressista nesta nossa Sampa. A retomada de um olhar humanista sobre a educação, levou para a gestão da (DRE-FREGUESIA/BRASILÂNDIA: "Delegacia Regional de Ensino" o dupla" "torres gêmeas" o João Luz e a Flávia Almeida, esta última a Miudinha, cujo a mamãe aniversaria no mesmo dia em que esta série de crônica chega ao número 1952, ano de meu nascimento. Parabéns para a mamãe da Miudinha e obrigado a Miudinha pelo prazer da amizade.

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