De ignorante para ignorante, certa vez, a fazendeira Ana Maria Braga fez uma ode à ignorância, jurando que os ignorantes são mais felizes. Em sua lógica distorcida, quem muito sabe sofre mais, enquanto quem nada conhece além de sua própria realidade vive em uma suposta felicidade alheia à degradação do mundo. Em outras palavras: o sábio se desespera com a crise climática, enquanto o ignorante nem percebe quando a floresta é devastada. O estudioso sofre com a possibilidade de um futuro sombrio, enquanto o desinformado vive alheio, até o dia em que o rio Guaíba invade sua casa.
Mas será que essa felicidade existe mesmo?
A realidade é bem diferente. Quem vive na ignorância forçada — seja pela falta de acesso à educação, à informação ou à consciência política — não é feliz. É apenas um ser subjugado, um peão no jogo dos poderosos. A verdadeira felicidade não está na alienação, mas na capacidade de entender o mundo e lutar por transformá-lo.
O Brasil sob o Domínio da Ignorância
Pela primeira vez em muito tempo, o Brasil experimentou um governo que fez da ignorância uma bandeira. O bolsonarismo não apenas negou a realidade, mas a subverteu, transformando mentiras em verdades e desumanizando a existência. Quando se perde a noção do real, o ser humano se reduz a um animal reativo, incapaz de planejar, de prever, de agir com consciência.
Isso ficou claro durante a pandemia. Mais de 300 mil mortes poderiam ter sido evitadas se não fosse a negação da ciência, a desinformação e a política de morte adotada pelo governo. Enquanto isso, a elite — representada por figuras como Ana Maria Braga, Malafaia e Bolsonaro — lucrava com a miséria alheia, apontando armas simbólicas contra o povo, enquanto vivia em luxo.
A Luta pela Sobrevivência
O problema é que, no início, muitos dos que sofrem não entendem por quê. Eles acreditam em deuses, em salvadores, em discursos vazios. Mas, no fim, acabam nas mãos de quem os explora. A ignorância não é uma bênção — é uma condenação.
Enquanto isso, quem luta pela mudança — os não ignorantes — muitas vezes age com apatia, como se o desastre fosse inevitável. Mas não é. A história mostra que a mudança só acontece quando o povo se organiza, quando a consciência se transforma em ação.
É Hora de Radicalizar?
Sim, é chegada a hora. Não de violência, mas de radicalidade na luta. De organização, de educação, de resistência. Porque, enquanto alguns já estão condenados à morte pela ignorância, outros caminham para o mesmo destino por não reagirem a tempo.
A felicidade não está na alienação. Está na luta. Está na consciência. Está na capacidade de ver o mundo como ele é — e transformá-lo.
E você, de que lado está?




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