Talvez, fosse bom informar, quase a totalidade destas crônicas, são motivadas por postagens nas redes sociais. A de hoje é uma charge sobre leitura. Assim, somos levados a refletir, uma outra charge, "confie mais numa pessoa com centenas de livros, que numa pessoa que ostente um único livro, que se limite a citar frases desconexas deste".
Vêm exatamente deste único livro, (que quem o ostenta, faz nele, uma leitura atravessada, que os leva a ser "patriota, mas, de outra pátria", fiel de um deus, "que se opõe radicalmente" ao deus que eles dizem crer" e se enxergar, numa classe social muito distante daquela qual eles pertencem). Vou então para um inimigo declarado por estas pessoas, que justamente, pela incapacidade de leitura, rotula seus amigos e inimigos.
Óbvio, somos obrigados a refletir sobre os acontecimentos da semana passada, a ocupação das mesas das duas casas do congresso nacional, a fala de uma destas pessoas, leva de imediato, a uma questão dúbia, a pessoa se diz autista, "não questionamos a informação", apenas estranhamos, que um autista, "ainda que saibamos da amplitude deste espectro", mas, ao nosso ver, alguém, com incapacidade de compreensão da realidade, dificilmente suportaria, a quantidade de pessoas falando que marca qualquer reunião do congresso. Não discutimos, o fato desta pessoa ser ou não, autista, questionamos mesmo, é o lado que ele fica, sempre contra o Brasil.
Minha formação freireana, muito antes de saber da existência do mestre Paulo Freire, para nós, "a leitura do mundo precede a leitura da palavra". Como nossa formação freireana, nos leva a imaginar que a mera crença num deus único, nos levaria a ser iguais, que o patriotismo, nos levaria a defender, inclusive com a própria vida, a pátria que dizemos amar. Percebam, ainda não mencionamos a questão da classe social.
É, evidente, o conceito de classe social, é muito mais recente que o tal "livro único" explorado pelas pessoas que fazem questão de exalar os desconhecidos do tal livro, que no entanto, usam este mesmo livro, para discriminar.
Precisaríamos, no mínimo, de uma capacidade qualquer de leitura, mas, não da palavra, e sim do mundo. Isto, nos levaria a compreender, por exemplo, que um Deus único, nos faria igual, que o patriotismo, nos faria a defender nossa pátria, mas, os manipuladores, que fazem uso do tal livro, para manipular, apagam da capacidade de refletir, a existência de classes sociais, com isto os manipulados, ficam a mercê, de uma exploração infinda, já que eles, nem mesmo imaginam existir tal exploração.
Precisamos urgentemente de fazer com a capacidade de leitura exista.

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