MUNDO TENDENCIOSO
O mundo amanhece,
Com o "xerife" do mundo,
Se dizendo "xerife",
Mas, não xerife da legalidade,
Ops, até pode ser,
Já, que quem faz a legalidade,
É o capetal, o capetal,
Para ser a legalidade,
Primeiro, sequestrou a fé.
A fé do povo foi sequestrada,
Faz tempo, o mundo mudou.
A geratriz imperial, saiu,
Saiu de Roma, passou por Londres,
Foi a Paris, virou ibérica,
Paris e Londres, hoje ianque.
De onde o xerife corrompe.
Corrompe, a Latino-America,
Doma a Europa,
Financia um ator para a guerra.
Do outro lado da guerra do ator.
A única potência bélica.
Capaz de questionar o império.
Anesino Sandice
Treze anos antes: a senha do golpismo
Treze anos antes, em São Paulo, um alcaide direitista decidiu “atrasar” o aumento das tarifas de ônibus. O gesto, aparentemente banal, tornou-se senha para a sanha dos golpistas.
Mas o terreno já estava sendo preparado. Um juizeco, aliado a um procurador de justiça, começava a mostrar suas “manguinhas de fora”. Sem a força da mérdia, seriam apenas personagens de uma ópera bufa. Com a caixa de ressonância da imprensa, porém, alcançaram o apogeu das idiotices — leia-se: golpismo.
Para que esse apogeu florescesse, era preciso outro emissor de “burrice”: as igrejas neopentecostais. Enriquecendo às custas de dízimos, prática que, pela ótica cristã, é anti-bíblica, tornaram-se pilares do movimento pela “burrice liberada”.
Na esteira da pujante mérdia golpista, surgiu uma estranha “facada”, perfeita para um boom midiático. Antes disso, o juizeco e o procurador já haviam “sequestrado” o candidato favorito às eleições de 2018. O cenário estava aberto para um verdadeiro burrice volver.
Obscurantismo eleito, coerência derrotada
A eleição foi vencida pelo obscurantismo — ou, com o mesmo peso, perdida pela coerência. O que se viu depois foi um festival de bandeiras estrangeiras tremulando até em datas pátrias. Bandeiras de um país que, curiosamente, executou Cristo, em manifestações que se diziam cristãs.
A independência das funções do Estado foi corroída por “vômitos” de normalidade: interferências na Polícia Federal, culminando na demissão do super-ministro — o mesmo juizeco da prisão fabricada.
Para que haja absurdos no andar de cima, o andar de baixo precisa estar mergulhado num mar de idiotices.
O deus-mercado e a inquisição reinventada
Nesse cenário, a inflação em queda parecia assustar, a bolsa em alta era vendida como se o assalariado “jogasse” nela, e o dólar, volátil, seguia à mercê das ansiedades do deus-mercado. Tudo isso replicado em cada celular, mesmo entre aqueles que sequer sabem que economia significa “organização da casa”.
O festival de desinformação ganhou amplitude inimaginável: da mérdia colaborativa, passando por canais da internet, até os púlpitos das igrejas conservadoras — inclusive com padres católicos ícones.
Cenário pronto: justiça social transformada em crime, contra o qual se reinventaria uma nova inquisição. A honestidade, outrora ensinada pelos antepassados, agora se resumia a defender a posse de joias desviadas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário