quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

TOMO MMXIC - HISTÓRIA: ENTRE A FICÇÃO E A REALIDADE



GRUPO DOS HISTORIADOS ANÔNIMOS

 

Imagine, só imagine,

Que estejamos propondo um novo grupo,

Um inemaginável grupo,

O grupo dos historiados anônimos.

 

Passo 1,

Admitir, que por toda a nossa vida,

Ah, até mesmo de virmos à vida,

Já, que quem nos preparou para a vida,

Teve, assim como nós,

Uma formação viciada,

De um vício, que nos impede,

Enxergar a história.

 

Sem enxergar a história,

É o nosso presente, que é desvirtuado.

 

Com uma visão turva do passado,

O presente, quel vivenciamos,

Ops, vivenciar, é muito mais que  viver.

 

Quando vivemos, apenas estamos vivos,

Quando vivenciamos, mesmo inerte,

Enquanto somos impactados,

Igualmente, impactsmos no enredo.

 

Anesino Sandice)


Hoje, 13 de janeiro de 2026, embarco numa viagem para dentro de mim mesmo. É como uma sessão de regressão mental, não para entender minha percepção da vida, mas para tentar compreender como a realidade que vejo foi construída — ou melhor, tramada — para que aceitemos como normal algo tão estranho: um pobre, pardo ou negro, que se declara de extrema direita e, ainda assim, se vê como anti-sistêmico.

Isso vai além do que a ciência explica, é algo que qualquer um pode perceber, mesmo sem estudos aprofundados.

Primeiro, não é só uma questão geracional, é algo estrutural e milenar. Por enquanto, vamos focar no aspecto geracional, embora ele esteja profundamente ligado ao milenar.

Antes mesmo de aprender a ler — lembrando os princípios de Paulo Freire, que dizem que a leitura do mundo precede a leitura das palavras — já éramos bombardeados por uma doutrina invisível, a Doutrina Monroe, que transformou a América Latina no quintal do Tio Sam.

O consumo desenfreado da cultura americana, que alimenta essa paixão do brasileiro pelo “grande irmão do norte”, não é por acaso. Foi fabricado, moldado, durante décadas.

Aprendemos a enxergar o mundo pela ótica do predador, contra o qual nunca fomos ensinados a lutar. Nosso papel, na verdade, é ser alimento para ele.

E é justamente por essa história de sermos “historiados” — ou seja, por vivermos a realidade pela ótica e ética da presa — que as posturas de Lula são vistas como um sacrilégio. Como pode um simples operário metalúrgico desafiar meio milênio de submissão, mesmo que essa submissão seja condicionada?

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