Coraticum, do latim “cor” ou “coração”, é daqueles termos que evocam bravura. Mas, na prática, quando aplicado ao universo dos “bozos, bozolóides ou bolzominins”, revela-se apenas fachada.
O “bozo”, sempre a se proclamar corajoso, preferiu esconder-se atrás de uma dúvida caligráfica para garantir a pensão generosa e o status de militar. Com isso, sustentou um discurso de valentia aparente, pronto a “arregaçar” tudo — até o momento em que alguém bate o pé. Aí, invariavelmente, “arrega”.
Esse perfil se estende à corja dos bozolóides: figuras que se alimentaram dos desmandos, posaram em fotos com gestos alusivos ao nazi-fascismo e, quando perceberam que “deu ruim”, correram para inventar desculpas esfarrapadas. Isso, claro, antes das múltiplas tentativas frustradas de golpe.
Sempre que o arregaço se aproximava, os bozolóides, tal como o bozo, recuavam. Arregavam.
Houve também os que se tornaram vítimas da própria irrelevância. Um presidente de partido sofreu um infarto — ou, como preferem dizer, “foi infartado”. Outros dois parlamentares sentiram na pele a indigestão da ruptura: uma deputada expôs hematomas após acusar agressão, e um ator pornô, campeão de votos, viu-se fora das hordas e fora das urnas, sem reeleição.
Não faltaram personagens caricatos. A “terrorista” dos trezentos e dos rojões contra o STF tentou uma fuga de inverno. Depois do 8 de janeiro de 2023, aqueles que imploravam por intervenção militar apelavam à “magia do artigo 142”, ostentando símbolos da ditadura e do torturador-mor. Hoje, esbravejam contra processos judiciais que, ironicamente, lhes garantem todas as prerrogativas constitucionais.
Assim, bozos, bozolóides e bolzominins repetem o mesmo roteiro: entram prometendo arregaçar tudo, como valentões de recreio escolar, mas arregam diante da menor resistência.
É desse cenário controverso que se formou a quadrilha que tentou destruir o Brasil e sua democracia.

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