Ainda que limitada, mas não enclausurada, no chamado “mosteiro da Papudinha”, a monja Ester Liona Tária usufruía de banhos de sol, visitas semanais e refeições caseiras.
Sua situação, embora restritiva, estava longe de se comparar à prisão arbitrária ocorrida na “republiqueta de Curitiba”, conduzida pelo conde apelidado de “marreco de Maringá”. O objetivo não era promover Ester, mas entregar o futuro da Pindorama — o Pré-Sal — aos interesses estrangeiros. Como efeito colateral, a monja ascendeu politicamente à chefia temporária do país.
Essa ascensão, desprovida de projeto ou visão, deu espaço a figuras irrelevantes, entre elas o chamado “chupetociateiro”. Ele emergiu como produto dos retrocessos civilizatórios e da entrega do Pré-Sal. Para legitimar tal entrega, foi necessário criminalizar não apenas o “nine”, mas também o humanismo que florescia na virada do século.
O chupetociateiro, alguém que em condições racionais jamais seria político, utilizou passagens bíblicas para criminalizar situações que deveriam, na verdade, ser condenadas. Tornou-se edil em Belo Horizonte, mas não se contentou com a honra do cargo. Transformou-se em um “edil-transnacional”, fingindo servir ao clã, quando na realidade servia apenas a si mesmo.
A queda da monja Ester não se deu pelo roubo de joias, pela negligência na pandemia ou pelo destino dos ianomâmis, mas pelas frustradas tentativas de golpe de Estado. Em meio às restrições judiciais, o chupetinha projetou uma live da monja em um telão, convertendo suas limitações em prisão domiciliar. Esse ato, ainda que não fosse uma chupetociata formal, deu à “manada” a sensação de movimento.
Já em prisão domiciliar, com perda de privilégios, novas restrições surgiram: o uso de celular em visitas e a realização de vigílias de oração próximas à casa-prisão. Nesse contexto, o chupetociateiro iniciou sua própria mobilização, apoiada publicamente pela monja. Apesar de sua limitada capacidade intelectual, Ester percebeu que o discípulo crescia mais que seus filhos políticos. Uma tempestade encerrou a manifestação, atingindo inocentes com raios, classificados pelo chupetociateiro como mero acaso.
No fim, a segurança da população pouco importava diante dos anseios do clã: reinstalar a barbárie, com ou sem Ester Liona Tária.

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