sábado, 17 de janeiro de 2026

Acordo histórico em Assunção entre o Mercosul e a União Europeia

 

vA capital paraguaia fez história novamente hoje com a assinatura do acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) após 25 anos de negociações

A assinatura do tratado ocorreu no Grande Teatro José Asunción Flores do Banco Central do Paraguai, onde o Tratado de Assunção, texto fundador do Mercosul, foi assinado em 26 de março de 1991.

O entendimento entre o Mercosul e a UE está comprometido com o multilateralismo num momento em que uma potência externa, os Estados Unidos, está impondo políticas unilaterais em diversas áreas.

O presidente paraguaio Santiago Peña, que ocupa a presidência pro tempore do Mercosul, afirmou na cerimônia de abertura que o acordo deve se tornar um motor de crescimento para ambos os blocos e é resultado, enfatizou, do diálogo e uma conquista da diplomacia regional.

O presidente reconheceu o papel do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no apoio ao acordo. Lula da Silva esteve ausente da cerimônia, que contou com a presença dos presidentes do Uruguai, Argentina, Panamá e Bolívia: Yamandú Orsi, Javier Milei, José Mulino e Rodrigo Paz, respectivamente.

Todos os líderes latino-americanos discursaram e concordaram com o escopo do tratado Mercosul-UE.

Em seu discurso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu como histórico o momento em que ambos os blocos assumiram compromissos que beneficiarão o desenvolvimento de seus países e povos.

"Estamos criando a maior zona comercial do mundo", afirmou ele. "Criaremos empregos e oportunidades em ambos os lados", acrescentou.

A aplicação justa e equilibrada do acordo foi mencionada no discurso do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Por sua vez, o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que o tratado Mercosul-UE envia uma mensagem contra o isolacionismo, o unilateralismo e a utilização do comércio como arma política.

O acordo de associação foi assinado em nome da União Europeia pelo Comissário Europeu para o Comércio e a Segurança Económica, Maroš Šefčovič.

Os ministros das Relações Exteriores da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai fizeram isso em nome do Mercosul.

Essa parceria estratégica entre os dois blocos implica a integração de um mercado de 700 milhões de habitantes, com um produto interno bruto (PIB) combinado equivalente a um quarto do PIB mundial.

"Os laços econômicos e comerciais serão fortalecidos pelo aumento das exportações para a UE, bem como pela criação de um ambiente favorável à atração de investimentos, o que impactará positivamente o desenvolvimento socioeconômico dos países membros de ambos os blocos", afirmaram fontes do Mercosul.

Em um artigo publicado recentemente pelo PorR, o presidente Lula da Silva opinou que o acordo comercial Mercosul-UE é a “resposta do multilateralismo ao isolamento”.

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