terça-feira, 13 de janeiro de 2026

TOMO MMLXXXVIII - CONSEQUÊNCIAS DE IMPACTOS PSICOLÓGICOS


EVOLUÇÃO & OS PORTAIS


Evoluímos,

De duas metades de célula,

Para milhões de células.

De, nem microscópio, para,

Um gigante, aos nossos próprios olhos.

Tá, valha-me, de tenras lembranças,

De como via meu pai,

Num berço improvisado,

Olhando para o gigante "1,78 m.",

Que parecia hipnotizado,

Olhando para dentro deste berço.


A evolução, do tamanho,

Esconde umas outras evoluções.


Das brincadeiras de criança,

Que fabrica um cérebro adulto.

A questão, é o tamanho do crescimento,

 questão, é o tamanho da evolução,

A humanidade, reluta em sair da barbárie,

Quando, prestes a sair,

Aparece um portal.

Há, é claro, portais de luz,

Quais, as trevas, cooptam,

Ou criminalizam).

Santo Semfé

Às vezes, sinto como se fosse obrigado a entrar num coro uníssono, mesmo que não diretamente. Um coro onde abutres — aqueles mesmos que na natureza se alimentam de restos — se banqueteariam com os restos cadavéricos de uma inteligência humana que poderia ter sido. Escrevo no passado porque essa possibilidade foi sufocada, esmagada pelas religiões.

Não vou citar a Bíblia diretamente, mas confesso que, enquanto meus dedos tocam o teclado, muitas passagens e imagens dela borbulham na minha mente.

Venho de uma família católica, fui batizado e crismado, mas recusei a primeira comunhão porque já sabia ler. Não consigo ver paralelo entre o Cristo das religiões cristãs e o que realmente importa.

Minha atenção está na essência dos ritos das missas católicas, que giram em torno de três leituras do evangelho, momentos sublimes e fundamentais.

A primeira leitura tenta manter viva a necessidade da existência de um Cristo, mas é o Velho Testamento que sustenta essa necessidade. Como historiador e amante da história, reconheço que esse culto merece ser exaltado, mas com olhos críticos. O Velho Testamento não é algo para ser cultuado, e sim superado.

A segunda leitura é uma carta do apóstolo Paulo — ou Saulo, antes de sua conversão. Ele simboliza a dominação das elites sobre o povo, trazendo à tona coisas que não existiam no Velho Testamento, como a homofobia, que só surgiu com as vivências dos exércitos. O ponto crucial de Paulo é a submissão do novo ao velho testamento.

A terceira leitura traz os ensinamentos de Cristo, mas será que ele é realmente lido? Ele é interpretado de forma temporal e ritualística, preso às outras duas leituras, sem vida própria, como algo distante, purificado no tempo, mas ainda preso ao passado.

Essa mistura controversa está na base de muitas das nossas guerras. A superação — e a paz — só serão possíveis quando tivermos a capacidade de enxergar toda essa trama.

Não estou tentando converter ateus ou agnósticos, mas proponho que compreendam que, sem essa compreensão, é impossível entender o tamanho do buraco em que a humanidade caiu. Sem isso, não haverá paz possível.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SBP em pauta

DESTAQUE

GUERRA CONTRA AS DROGAS: A velha ladainha americana para intervir na América Latina

Desde o seu início, na década de 1970, a guerra às drogas promovida por Washington na América Latina tem sido alvo de controvérsia e debate....

Vale a pena aproveitar esse Super Batepapo

Super Bate Papo ao Vivo

Streams Anteriores

SEMPRE NA RODA DO SBP

Arquivo do blog