sábado, 17 de janeiro de 2026

TOMO MMXCII - AS FELICIDADES DE UMA FRASE INFELIZ


PAPUDAÇÃO DE UM PAPUDEIRO

A papuda te espera,

Berrava o papudeiro "enrustido"

Como um ator, 

Em constante atuação,

Nesta constante interpretação,

"Um verdadeiro sociopata",

Fingia, religiosidade,

Ah, isto em qualquer matiz conservadora,

Ou seja, era dono de uma religiosidade,

Completamente, anti-cristo.


Graças ao papudismo, deste papudeiro,

Setecentas mil,

Graças ao papudismo deste papudeiro,

Centrão e emendas secretas,

Graças ao papudismo deste papudeiro,

Roubo de jóias e redes de corrupção,

Graças ao papudismo deste papudeiro,

Poder político de milicianos,

Graças ao papudismo deste papudeiro,

A Sabesp foi privatizada,

Graças ao papudismo deste papudeiro,

Tentativas, sim plural, golpe de Estado.

Graças ao papudismo deste papudeiro,

Vitimismo mil,

Finalmente a papuda te abraça.


Anesino Sandice


Na última quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, presenciei uma cena curiosa: uma pessoa agradecia aos céus pela oportunidade de emprego. Em tempos em que a tecnologia tem acelerado o desaparecimento de postos de trabalho, qualquer vaga conquistada parece motivo de celebração. Mas a história merece ser analisada com mais atenção.

O emprego em questão era o de responsável pela limpeza de um túnel sob linhas férreas. Segundo a trabalhadora e seu interlocutor, essa função só existe porque há quem trate o espaço público como depósito de lixo. Restos de embalagens, garrafas, papéis e sujeira se acumulam, somando-se ao pó trazido pelos sapatos dos transeuntes e às infiltrações que escorrem pelas paredes — problemas que, por si só, já revelam falhas estruturais.

Não se trata apenas da felicidade de alguém ter um trabalho, mas da contradição de que esse posto deveria existir para manter o espaço limpo e digno ao cidadão. Contudo, a lógica neoliberal de redução do Estado e, consequentemente, da oferta de empregos, transforma o que deveria ser política pública em oportunidade precária.

É claro que a possibilidade de levar o pão para casa é legítima e necessária. A crítica, porém, recai sobre a cegueira social: pessoas que ignoram as lixeiras, já escassas e insuficientes nas cidades, da mesma forma que ignoram denúncias de corrupção quando envolvem políticos alinhados à redução do Estado. Essa seletividade revela um problema ético e político profundo.

Há ainda outro ponto: a falta de capacitação da população. No caso relatado, uma pessoa idosa executava um trabalho essencial, mas sem acesso a conhecimentos básicos de cidadania e ética. É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda haja quem considere o chão como a única lixeira disponível. Essa realidade expõe não apenas a precarização do trabalho, mas também a falência de políticas públicas de educação e conscientização

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