quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

TOMO MMXCVIII CONTEÚDOS COMPARÁVEIS


A COR DA ÉTICA

Uma das primeiras lições que aprendi nos tempos de militância no Partidão foi esta: moral é coisa de religioso. O que realmente importa para os seres humanos é a ética.

Durante anos, confundi os dois conceitos. A resposta só veio décadas depois, com a professora Yara, no primeiro ano da graduação em filosofia. Ela explicou com precisão:

“A ética é. A moral depende.”

Mas quando aquilo que depende se torna código de conduta final, você se torna inimigo de si mesmo. No Brasil atual, isso tem nome: “bolzominin”.

A confusão começa com um olhar distorcido sobre o peso das cores. Os bolzominins ignoram que “brasil” vem de “brasa” — vermelho. Mesmo assim, enrolados em bandeiras com listras vermelhas, gritam:

“Nossa bandeira jamais será vermelha!”

Essa contradição tem raízes religiosas. O mesmo povo que exigiu a crucificação de Cristo — que não reconhece como filho de Deus — é o que ficou com o ouro, representado pelo amarelo da bandeira. E é esse mesmo povo que hoje patrocina o genocídio na Faixa de Gaza.

A Faixa de Gaza está tingida de vermelho — o sangue dos herdeiros das terras onde nasceu Cristo.

Mas aí entra a tal “ausência de peso das cores”.

Enquanto o regime que defende o vermelho ainda é um sonho distante, as filas do osso — promovidas por quem ostenta as quatro cores da bandeira — continuam ardendo.

Além da fila do osso, houve a destruição da CLT e da previdência, conquistas de quase oitenta anos.

O ritual da carteira verde e amarela só aumentou o desemprego.

Se o caos é visível, por que nenhum bolzominin consegue enxergar? É aí que entra a hipnose religiosa. O mesmo Cristo que foi morto por esse povo é hoje cultuado por ele — da mesma forma que se comemora o massacre do povo palestino.

No Brasil, além das filas do osso, da destruição da CLT e da previdência, houve o descaso na pandemia, o roubo de joias, o gabinete do ódio.

E falando em vermelho, o genocídio dos ianomâmis — povo de pele vermelha — também dói.

MATIZ E MATRIZ 


Saber tem cor?

Certamente não!


Mas, as ausências de saberes,

Julgam as cores como conteúdo.


Quimicamente, ou fisicamente falando,

As cores têm peso,

Ou seja, a cor preta, sob o Sol,

É penante, isto mesmo,

Não que cause pena,

Mas, é um castigo, "pena",

Imposta a quem usa,

Já este mesmo preto,

Como camuflagem, à noite,

Uma boa pedida.


O verde de nossas matas,

Enriqueceu as cortes ibericas,

O vermelho destas mesmas matas,

Rubraram as túnicas bispal.


O mesmo ouro que enfeitou igrejas,

Pararam ainda nas praias de Amsterdã,

(Leia-se: cristãos novos,

Leia-se judeus, tentando conviver com a tal santa inquisição).


Passando pelas casas bancárias londrinas.


Conteúdo para entender o massacre na faixa.


Ops, "o na faixa aqui",

Não é gíria para o gratuito.

O na faixa, é genocídio,

Arquitetado, para virar resort.


Santo Semfé 

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