A COR DA ÉTICA
Uma das primeiras lições que aprendi nos tempos de militância no Partidão foi esta: moral é coisa de religioso. O que realmente importa para os seres humanos é a ética.
Durante anos, confundi os dois conceitos. A resposta só veio décadas depois, com a professora Yara, no primeiro ano da graduação em filosofia. Ela explicou com precisão:
“A ética é. A moral depende.”
Mas quando aquilo que depende se torna código de conduta final, você se torna inimigo de si mesmo. No Brasil atual, isso tem nome: “bolzominin”.
A confusão começa com um olhar distorcido sobre o peso das cores. Os bolzominins ignoram que “brasil” vem de “brasa” — vermelho. Mesmo assim, enrolados em bandeiras com listras vermelhas, gritam:
“Nossa bandeira jamais será vermelha!”
Essa contradição tem raízes religiosas. O mesmo povo que exigiu a crucificação de Cristo — que não reconhece como filho de Deus — é o que ficou com o ouro, representado pelo amarelo da bandeira. E é esse mesmo povo que hoje patrocina o genocídio na Faixa de Gaza.
A Faixa de Gaza está tingida de vermelho — o sangue dos herdeiros das terras onde nasceu Cristo.
Mas aí entra a tal “ausência de peso das cores”.
Enquanto o regime que defende o vermelho ainda é um sonho distante, as filas do osso — promovidas por quem ostenta as quatro cores da bandeira — continuam ardendo.
Além da fila do osso, houve a destruição da CLT e da previdência, conquistas de quase oitenta anos.
O ritual da carteira verde e amarela só aumentou o desemprego.
Se o caos é visível, por que nenhum bolzominin consegue enxergar? É aí que entra a hipnose religiosa. O mesmo Cristo que foi morto por esse povo é hoje cultuado por ele — da mesma forma que se comemora o massacre do povo palestino.
No Brasil, além das filas do osso, da destruição da CLT e da previdência, houve o descaso na pandemia, o roubo de joias, o gabinete do ódio.
E falando em vermelho, o genocídio dos ianomâmis — povo de pele vermelha — também dói.
MATIZ E MATRIZ
Saber tem cor?
Certamente não!
Mas, as ausências de saberes,
Julgam as cores como conteúdo.
Quimicamente, ou fisicamente falando,
As cores têm peso,
Ou seja, a cor preta, sob o Sol,
É penante, isto mesmo,
Não que cause pena,
Mas, é um castigo, "pena",
Imposta a quem usa,
Já este mesmo preto,
Como camuflagem, à noite,
Uma boa pedida.
O verde de nossas matas,
Enriqueceu as cortes ibericas,
O vermelho destas mesmas matas,
Rubraram as túnicas bispal.
O mesmo ouro que enfeitou igrejas,
Pararam ainda nas praias de Amsterdã,
(Leia-se: cristãos novos,
Leia-se judeus, tentando conviver com a tal santa inquisição).
Passando pelas casas bancárias londrinas.
Conteúdo para entender o massacre na faixa.
Ops, "o na faixa aqui",
Não é gíria para o gratuito.
O na faixa, é genocídio,
Arquitetado, para virar resort.
Santo Semfé

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