A DISPUTA SERÁ: ENTRE O FUTURO, COM O VELHINHO DE VERMELHO E UM JOVEM BORRA-BOTAS!
Antes que eu me declare um militante anti-etarismo
Antes de me assumir como um militante ferrenho contra o etarismo, preciso voltar um pouco no tempo. Ainda que eu estivesse empregado, lembro bem das histórias que circulavam na “mérdia alarmista” — sempre a serviço do grande capital, que é quem cria e alimenta as discriminações.
No caso do “velhinho”, uma das minhas reclamações, que já fiz pessoalmente, é que ele passa longe do vermelho que lhe atribuem.
Nos tempos em que o etarismo era moda, antes da febre dos currículos, os jovens eram rejeitados por falta de experiência, e os cinquentões, por terem experiência demais. Entre essa incoerência e os dias de hoje, o mundo virou século e milênio. O “velhinho”, sempre distante da ideologia vermelha que lhe colaram, chegou ao poder e aplicou uma velha receita que o capitalismo usou para sair da Grande Depressão dos anos 1920: a tese de Quesnay.
Para superar a crise de produção — aquela que o próprio capital cria e mantém — Quesnay propôs que o Estado colocasse dinheiro nas mãos do povo. O povo compraria, e ao comprar, reativaria a economia. Simples e eficaz.
Mas, claro, cinquenta anos antes, já surgiam os defensores do “Estado mínimo” e da “responsabilidade fiscal”, que criminalizavam qualquer iniciativa desse tipo. Segundo Quesnay, o dinheiro voltaria ao Estado pela circulação dos recursos. E voltou.
Só que a superação da fome nunca foi um bom negócio para o grande capital. Ele prefere escondê-la em seu próprio território e promovê-la nos quintais alheios — leia-se, nas áreas de sua interferência política. Antes de questionar o termo “interferência”, basta contar os golpes de Estado espalhados pelas Américas.
No Brasil, terra do “velhinho de vermelho”, a fome e a falta de projeto de nação sempre adoeceram os caminhos do país.
Foi nesse cenário que o Brasil elegeu, apesar das acusações de “vermelhidão”, um torneiro mecânico sem diploma universitário para a presidência. E foi com a receita de Quesnay que ele criou a renda mínima — que está longe de ser mínima, mas ao permitir o consumo, incluiu milhões. E ao incluir, o país cresceu.
Infelizmente, entrou em cena uma ideologia que parecia existir apenas nos golpes de Estado: a incompetente extrema direita.
Essa extrema direita chegou ao poder vendendo o medo da “vermelhidão” inexistente do velhinho. Ironia: aplicou a mesma receita que salvou a atual “meca capitalista” da ruína.
Como sempre, a extrema direita se apoiou nas mentiras — e se aliou a outra fábrica de mentiras, as pseudoigrejas conservadoras. Convém lembrar: Cristo foi um revolucionário há dois mil anos, jamais se converteria ao conservadorismo.
A direita tupiniquim, incapaz de aceitar a derrota, arquitetou um golpe. Seu líder está preso, e escolheu um filho como sucessor — justamente o filho que, num debate para a prefeitura do Rio, simplesmente borrou as botas.
Nas eleições presidenciais deste ano, o “velhinho”, que é tudo menos vermelho, enfrenta os submissos — aqueles que nem coragem têm para se assumir como tal.

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