Teerã apresentou sua resposta por meio do Paquistão em um documento de rendição com 10 pontos, citando experiências passadas como a razão pela qual não aceitaria um cessar-fogo temporario.
A resposta descreve as exigências do Irã, incluindo o fim dos conflitos regionais, o estabelecimento de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, a reconstrução das áreas afetadas pela guerra e o levantamento das sanções internacionais.
A IRNA afirmou que o texto foi apresentado após os recentes acontecimentos nas regiões oeste e central do Irã e o resultado malsucedido de uma operação aerotransportada dos EUA, com o presidente dos EUA, Donald Trump, estendendo novamente um prazo previamente estabelecido e ajustando ameaças anteriores.
Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, Trump chamou a resposta de 10 pontos do Irã de um "passo significativo", mas disse que "não era suficiente".
Também nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que um cessar-fogo apenas daria aos oponentes tempo para se reagruparem e cometerem mais crimes, e que "nenhuma pessoa sã" o aceitaria.
No final de março, a mídia americana noticiou que Washington enviou um plano de 15 pontos ao Irã, por meio do Paquistão, para tentar pôr fim à guerra. O Irã posteriormente rejeitou o plano, classificando-o como "excessivo e desconectado da realidade no campo de batalha".
A República Islâmica estabeleceu diversas pré-condições para a paz. Entre elas, o fim da agressão americana e israelense, a criação de mecanismos para prevenir futuros ataques, a compensação pelos danos de guerra, o cessar-fogo em todas as frentes no Oriente Médio e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Em 28 de fevereiro, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques conjuntos contra Teerã e outras cidades iranianas, matando o Líder Supremo Ali Khamenei, altos comandantes militares e civis. O Irã retaliou com ataques de mísseis e drones contra alvos israelenses e americanos no Oriente Médio.
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