domingo, 31 de maio de 2026

TOMO MMCCXXVII — MEMORIAR, UM MEMORIAL


O Brasil vive uma pendenga constante: um país que não cultua a memória.

Nesse esquecimento, floresce o culto aos tempos sombrios — o apagamento da realidade — como se a cegueira pudesse anestesiar a fome.

Viajo mentalmente por histórias que não vivi, mas que ouvi de muitos.
Mais de cem pessoas me contaram que dormiam com fome, esperando que o sono aliviasse o estômago vazio.
Antes de falar da ditadura, que deveria ter deixado uma fome insaciável de liberdade, lembro de outra realidade, mais recente: até 2002, o país se mobilizava nos tempos de seca para arrecadar alimentos ao Nordeste.
Há vinte anos, essa comoção não acontece. Por quê?

A resposta está na história — na eleição de um “pau-de-arara” à presidência.
Essa expressão, carregada de ranço e xenofobia, sempre foi usada para diminuir o nordestino, o migrante, o pobre.
Mas foi justamente esse “pau-de-arara” que fez o Brasil olhar para a fome e enxergar gente.

A indústria do preconceito, porém, não descansa.
Transforma o Nordeste em caricatura, o sofrimento em vitimização, e a fé em prisão.
O mesmo medo que mantém o homem fiel a um deus é o que o impede de voar.
Misturar filosofia e poesia seria proibido — como se pensar e sentir fossem crimes numa ditadura.

O bolsonarismo só pôde florescer porque antes se apagou a memória da fome, da seca, da solidariedade.
E, no vazio deixado pelo esquecimento, sobrou o preconceito contra o “pau-de-arara”.


SÓ PARA LEMBRAR:


Detesto ser portador de péssimas notícias, mas?

No Brasil, para delírio dos bolzominiuns, 

Tem pena de morte sim senhor, 

Mas, para crimes, que em tese,

As pessoas são levadas por circunstâncias, 

A cometer, a pena de morte no Brasil, 

"Pelotão de fuzilamento", é:

Para traidores da pátria, 

Leia-se: PATRIOTÁRIOS.


Claro, esta limitada possibilidade, 

Não está no código civil,

Mas, no código militar,

Caserna, ou recanto imaginado do bolsonarismo. 


Ou seja, ir lá fora, implorar por sanções, 

Ou seja, ir lá fora, trocar no segurança, por:

Um alento numa campanha presidencial, pode!


Assim, o 01 e o 03,

Bem como o "nepo-avo" ditatorial, 

Se candidatam diuturnamente a uma pena,

Que eles e sua trupe, imploram para haja.


Lembraria eu, que não sou pinitivista,

Lembraria eu, que sou favorável a uma educação, 

Educação de fato, aquela que mostra os erros, 

Lembraria eu, que sou favorável a uma educação, 

Uma educação de fato, aquela que permite,

A correção de rumos, então  

Sou favorável que os bolzominiuns aprendam, 

Que dia da pátria, só uma bandeira, 

"A DO BRASIL",


Então que no outubro próximo, 

O bolsonarismo, não os bolzominiuns, 

Tenha o final "nunesista" relativo o alcáide paulistano, 

Um incinerador de lixo.


Anesino Sandice

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