terça-feira, 26 de maio de 2026

TOMO MMCCXXII Centro de Criação de Verdades Inverídicas


Há sempre aquela sensação incômoda de que tudo o que sabemos está longe de ser a verdade inteira. E, quando percebemos isso, a impressão que tínhamos da verdade” se revela constrangedora, dolorosa. Dói porque nossa noção de verdade não é totalmente falsa — apenas incompleta, distorcida, manipulada.

A verdade dolorosa, já conhecida, é que o Instituto de Previdência do Rio, o RioPrevidência, investiu bilhões no Banco Master. O problema não é apenas a quebra do banco — isso já se sabia há meses. Também há muito tempo se sabia que cidades administradas pela direita haviam aplicado vultosas quantias nesse banco, criado durante a gestão do “bozo”.

A novidade que surge agora na mídia é a denúncia de que o valor investido seria ainda maior. E aqui entra uma das verdades que preferimos ignorar: a mídia, mesmo sendo “legalizada” e regular, vive de vender versões. Na versão vendida, o capital é sagrado. Quem o possui não pode ser questionado; quem não o tem não pode sequer sonhar em escapar da jornada 6x1.

No mesmo dia em que Executivo e Câmara Federal anunciam acordo para votação de um plano de implantação, o partido do ex-governador do Rio — aquele que jogou bilhões do fundo de previdência dos servidores públicos cariocas nesse banco — pede mais prazo para apresentar sua proposta. Nenhuma surpresa. Nem mesmo o fato de que o “pré-candidato” à presidência, desse mesmo partido, tenha encenado uma CPI sobre o Banco Master. Encenação, porque há denúncias de que o próprio banco teria financiado o teatrinho do pangaré.

Mas, como a verdade é sempre inverídica, ainda ecoa a pergunta que atravessa os discursos e os corredores da política: “E o PT?”

Essa versão mantém o tom crítico e irônico, mas organiza melhor as ideias para que o leitor consiga acompanhar o raciocínio sem tropeçar nas repetições ou quebras de fluxo.

Quer que eu dê um acabamento mais literário, com ritmo de crônica jornalística, ou prefere que fique mais direto e analítico, como um ensaio político? 


DOIS, DOIS PATINHOS NA LAGOA 

Tinha um tempo, 

Antes das diversões tecnológicas, 

As famílias se reuniam, 

Só p'ra jogar tômbola,

Talvez, quem não seja um setentão, 

Nem seja, filho de um nordestino, 

Nem saiba, ou queira saber,

O quê lá, viria a ser tômbola,

Quando mais, o que seria, 

Dois patinhos na lagoa, 

Isto quando depois de mexer o saco, 

Saia a pedra "vinte e dois"!


Hoje, mesmo que não os N. Hindus,

O n. é dobrado, você, talvez?

Não saiba o quê tômbola,

Mas, aquela coisa de passar o tempo, 

Neste mundo de verdades inverídicas,

A diversão virou negócio,

E olho, que não beneficente, 

Promovidas por nenhuma igreja,

É pura exploração mesmo, 

Você entra p'ra passar o tempo, 

Derrapante, não para mais.


A verídica verdade é que há,

Um criminoso "lobe" por trás,

No lobe, "engodo", há influencer, 

Gente de boa aparência.


Gente de boa aparência, 

Lá se foi a ingenuidade. 


Anesino Sandice

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