segunda-feira, 18 de maio de 2026

TOMO MMCCXIV A PRIVACIDADE NADA PRIVADA


O Fog do Banco Master

Na última terça-feira, 13 de maio de 2026, durante o velório do meu irmão, além dos encontros típicos dessas horas, havia no ar um assunto incômodo: o Banco Master. Até aí, tudo bem — ou estaria, se não fosse por um certo fog.

Um fog que nada tem a ver com o clima, embora, sim, tenha criado um verdadeiro climão.

Entre abraços e lembranças, surgiram pessoas que fazem questão de ostentar um “certo” grau de cultura. Antes dos vazamentos do pangaré “à la Titanic”, já se percebia a semelhança: ambos vão a pique. A diferença é que, neste caso, o iceberg é a própria candidatura do rachador chocolateiro.

Quando o tsunami de denúncias chegou, a defesa foi previsível:
“Mas e o PT?”

O PT, há tempos, virou apenas uma desculpa conveniente — um biombo para os criminosos de sempre construírem seu nevoeiro e cegarem o gado.

E o gado, cego por indução religiosa, segue fiel ao seu pastor e à sua ignorância bíblica. A leitura da Bíblia é substituída por interpretações convenientes, e o grande criador do nevoeiro mental é a falta de ética da maioria dos órgãos de imprensa. Essa falta de ética permite que se cubra de elogios a traição da pátria, alimentada pelo medo de um comunismo que nunca existiu.

Nesse medo injustificável, esquecem que, mesmo em países chamados de “comunistas”, há empresas multinacionais. Se a existência da Apple na China não é prova de liberdade econômica, então o argumento desaba por si só.

Mas o dinheiro dos fundos de pensão drenado para o Banco Master — ah, esse sim — não muda o caráter privado do financiamento. Apenas revela o velho truque: o capital travestido de fé, o poder mascarado de moral.



NEVOEIRO CEREBRAL 


Será que estou em Londres, 

Não nesta Londres contemporânea, 

Mas, naquela Londres dos filmes de corsário, 

Ah, corsário, é um nome legal, 

Para pirataria, ou seja, 

Corsário, é assim, um policial miliciano. 


Policial miliciano, é aquele que trabalha, 

Para dois senhores,

Enquanto oficialmente combate o crime,

Comete crimes.


Ah, os corsários, eram piratas,

Só que a serviço da rainha.


Lá nos tempos dos filmes de corsário, 

Havia um fog cerebral,

Os soldos das Minas, "ouro e diamantes",

Que iria para a terra do fujão d. João, 

Parava mesmo a na terra do fog.


Anesino Sandice



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