O Fog do Banco Master
Na última terça-feira, 13 de maio de 2026, durante o velório do meu irmão, além dos encontros típicos dessas horas, havia no ar um assunto incômodo: o Banco Master. Até aí, tudo bem — ou estaria, se não fosse por um certo fog.
Um fog que nada tem a ver com o clima, embora, sim, tenha criado um verdadeiro climão.
Entre abraços e lembranças, surgiram pessoas que fazem questão de ostentar um “certo” grau de cultura. Antes dos vazamentos do pangaré “à la Titanic”, já se percebia a semelhança: ambos vão a pique. A diferença é que, neste caso, o iceberg é a própria candidatura do rachador chocolateiro.
O PT, há tempos, virou apenas uma desculpa conveniente — um biombo para os criminosos de sempre construírem seu nevoeiro e cegarem o gado.
E o gado, cego por indução religiosa, segue fiel ao seu pastor e à sua ignorância bíblica. A leitura da Bíblia é substituída por interpretações convenientes, e o grande criador do nevoeiro mental é a falta de ética da maioria dos órgãos de imprensa. Essa falta de ética permite que se cubra de elogios a traição da pátria, alimentada pelo medo de um comunismo que nunca existiu.
Nesse medo injustificável, esquecem que, mesmo em países chamados de “comunistas”, há empresas multinacionais. Se a existência da Apple na China não é prova de liberdade econômica, então o argumento desaba por si só.
Mas o dinheiro dos fundos de pensão drenado para o Banco Master — ah, esse sim — não muda o caráter privado do financiamento. Apenas revela o velho truque: o capital travestido de fé, o poder mascarado de moral.
NEVOEIRO CEREBRAL
Será que estou em Londres,
Não nesta Londres contemporânea,
Mas, naquela Londres dos filmes de corsário,
Ah, corsário, é um nome legal,
Para pirataria, ou seja,
Corsário, é assim, um policial miliciano.
Policial miliciano, é aquele que trabalha,
Para dois senhores,
Enquanto oficialmente combate o crime,
Comete crimes.
Ah, os corsários, eram piratas,
Só que a serviço da rainha.
Lá nos tempos dos filmes de corsário,
Havia um fog cerebral,
Os soldos das Minas, "ouro e diamantes",
Que iria para a terra do fujão d. João,
Parava mesmo a na terra do fog.
Anesino Sandice

Nenhum comentário:
Postar um comentário