terça-feira, 30 de setembro de 2025

TOMO MCMLXXXIII - DESREGULAMENTAÇÃO


Dentre os absurdos advindos com esta nova onda do "direita volver", que todas as outras vezes que ocorreu, aconteceu em cenários onde as mesmas parcelas a serem somadas, para que o produto, "nazi-fascismo" mesmo quando esta denominação, ainda não acontecesse, tanto a fome, o medo e a religiosidade estava. Presentes.

A fome, ao menos do povo, pelo menos no hemisfério ocidental, é uma "meia verdade" já o medo, este, das migrações de seres humanos, por uma fome, que na verdade, é uma junção de fomes, estas, tem origem no mesmo modelo de desenvolvimento calcado no colonialismo. Se este colonialismo condenou partes, até então desconhecidas do planeta, a uma condição de fornecedor, de matéria prima e de mão-de-obra barata, à parte conhecida. É exatamente o medo de uma fome alheia e que o buscar do saciar desta fome, que cria o "direita volver" da atualidade.

Se a fome é uma das constantes, porém, não vem dos famintos, "ao menos diretamente" a onda do "direita volver" mas, é levada à mesma onda, tanto pelo medo, como pela religiosidade, sendo que esta última, tem sempre como mola motriz, o mesmo ítem, o analfabeto, ainda que funcional. O estranhamento, aqui, para este séc XXI, não é o eterno estelionato de lideranças religiosas, à busca de faturamento, "via dízimo", isto acontece neste mesmo séc XXI, com diversas ferramentas para a leitura.

Com tanta facilidade para a leitura, a incapacidade para a leitura assusta.

Se tal incapacidade assusta, a falta de ética, desta lideranças, assusta muito mais, no entanto, a junção de espertezas, "estelionato econômico e religioso" conduz inevitavelmente a um outro estelionato, que é o pensamento de direita, que conduz a diversas segregações sociais, que é terreno fértil para a produção de diversas intolerâncias, chegando assim, ao absurdo que é o pobre de direita.

O fome e o desconhecido. O medo, para as elites, que tem medo, inclusive, de reconhecer, que as condições que deram a eles diversos privilégios, ignorando as exclusões, às quais habitantes de continentes, tanto em terras natal, ou sequestrados de lá, para serem escravizados em terras distantes, é simplesmente naturalizados, neste hoje, para justificar o nazi-fascismo de hoje.

A cegueira religiosa é, como sempre, a cereja do bolo.


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