terça-feira, 9 de setembro de 2025

TOMO MCMLXIII - INDENTIDADES COLETIVAS


As razões que nos levam ao título da crônica de hoje, nos remete a uma cena diuturna, deste, minhas mais remotas lembranças, ainda antes dos três anos de idade, numa distante Vila Vitória, lá numa igualmente distante, "no tempo", Pereira Barreto, esta distância, não se limita ao tempo, já que a cidade dos meus três anos, ou 1955, foi radicalmente alterada com a construção da usina hidrelétrica, de Ilha Solteira, mas na verdade, esta alteração se inicia muito antes, com a mecanização dos trabalhos rurais, no caso de minha cidade natal, esta alteração se deu também, com a mudança da atividade em si, saiu a plantação de arroz, para a criação de gado, que demanda menos mão-de-obra, logo, menos gente trabalhando.

A cena, propriamente dita, vem desde lá, mas se estende aos dias atuais, que em virtude das melhorias nas construções, são menos visíveis, porém, muito frequentes.

Falo aqui, dos rótulos dados às lagartixas, as chamadas de insertos, e as perseguíamos, destruído seus ovos, algo, no começo, "tão natural", que nem nos lembrando de onde vem, depois, como uma prática da meninada na época escolar. Aqui, infelizmente, não nos lembramos se este tipo de ação, chegava a ser discutido em salas de aula, logo, se passou por orientação. Nem é, exatamente, esta a razão desta escrita. Mas, como precisamos olhar com atenção aos rótulos, com os quais identificamos referências que temos.


As inocentes lagartixas, que tratávamos, como inseto, logo, justificando nossa perseguição, são na verdade devoradores de insetos, logo, útil, inclusive, no controle de insetos "vetores de doenças" mas, nossas ignorâncias?


Falando em ignorâncias, nossos rótulos, sobre o que é crime tentado, ou crime efetivado, está, nas pautas do STF, mas, não só nela, nas rodas de conversas, que são diuturnamente incentivadas, nas pautas, pasmem, de igrejas, já, que muitas destas, continuam a incentivar os erros de "indentidade coletiva", daquilo que é certo, ou errado, ops, errado, não define bem a questão, o verbete correto, é errático, já que trata-se de uma prática recorrente.


Se as igrejas fazem parte desta prática errática, deve-se, a uma questão de erro de leitura, o mesmo erro, que cometiamos, ao perseguir, como criminosas à saúde, nossas aliadas lagartixas. Aqui, estes setores religiosos, vêm, como danoso, as opções pelos pobres, levando a uma enorme parcela da população a agir, como crianças, "que com base na inexistência de saberes" agem contrariamente aquilo que seria lógico.


Adoraríamos acreditar que isto tem as mesmas ingenuidade das crianças, há aqui, muito mais que manipulação política, há também, um ramo empresarial, que suga, com um até, "simpático" rótulo de dízimo bíblico, o sequestro de dez por cento das rendas de pessoas desprovidas de rendimentos dignos.


ERRATAS: Na crônica de número 1959, contemos alguns enganos, em relação aos nomes de indígenas citados, um deles, agradeço ao Marco Rúbeo, o primeiro Dep. Indígena foi "o cacique Juruna" diferente daquilo que informei, outro equívoco, foi que o indígena que ocupa a ABL, "é o Airton Terena" igualmente diferente daquilo que informamos. Esta informação veio num grupo, assim, não tenho como agradecer pessoalmente que nos alertou, mesmo assim, agradeço.

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