Além do mexicano Guillermo del Toro, apontado como a presença latino-americana no recém-concluído Festival de Cinema de Veneza, os trabalhos de dois jovens cineastas, um equatoriano e outro cubano, chamaram a atenção por aqui.
Embora desta vez tenha saído sem nenhum prêmio, Del Toro apareceu na 82ª edição da Mostra com sua versão de Frankenstein, um excelente filme, segundo a crítica, mais próximo do cinema hollywoodiano de seus últimos trabalhos do que do original e fantástico O Labirinto do Fauno, produzido entre o México e a Espanha.
Mas, da América Latina, o Festival também apresentou Ivy, da jovem cineasta equatoriana Ana Cristina Barragán, vencedora do Prêmio Horizontes de Melhor Roteiro, seção da competição dedicada a promover novas vanguardas e estéticas cinematográficas.
E entre os quatorze curtas-metragens apresentados no Horizontes, Norheimsund, da cubana Ana Alpízar, formada pela Faculdade de Artes de Meios Audiovisuais da Universidade das Artes de Havana e pela Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, também estreou e competiu.
Morador dos Estados Unidos, onde estuda direção cinematográfica na Universidade de Nova York, o trabalho de Alpízar no Festival de Veneza aborda a emigração, um tema universal que também afeta Cuba.
O título do curta-metragem de ficção, Norheimsund, é o nome de uma cidade da Noruega, onde um de seus habitantes estabelece uma conversa telefônica romântica com uma jovem cubana, que, junto com sua mãe, faz todo o possível para que esse homem se torne o meio ideal para ela deixar o país.
Sejam eles premiados ou não, o fato de esses dois jovens filmes latino-americanos terem sido selecionados para competir em Veneza, berço do festival de cinema mais antigo do mundo e um dos mais importantes do circuito competitivo internacional anual, é por si só um reconhecimento significativo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário