quarta-feira, 3 de setembro de 2025

TOMO MCMLVII - NA FAIXA DE UMA ÓPERA BUFA


Nossas lembranças, nos levam a um tempo um tanto quanto hipotético, realmente, ainda que nos lembremos da década, final da primeira metade do séc passado. Foi a primeira vez que meus olhos viram uma tela de uma televisão, claro, não na vila Terezinha, na época rua "2", hoje rua Alfredo Lúcio, por sinal, muito longe dali.

Isto aconteceu num apartamento no bairro das Perdizes, em nossa casa, não havia nem luz elétrica. Nossa mãe, d. Maria Aurora, além de todas as labutas, também era "a secretária das madames de hoje" na época doméstica, ou diarista, ou seja, pessoas que trabalhavam um dia em cada casa.

Num destes dias, ela me levou junto, para um de seus rotineiros dias de trabalho, este na casa da d. Nandinha, realmente, não sei seu verdadeiro nome, mas, por alusão, creio que fosse Fernanda. Além de algo inemaginável, para a rotina de nossa casa, ser servido na mesa, com toalha, facas, pires, xícara, um pote com manteiga, torradas, que não fosse os pães de ontem, esquentados no forno. Neste inesquecível cenário, meus olhos se depararam com um aparelho de TV, ligado. Óbvio branco e preto, tela cheia de chuvisco e, algo que anos depois, veio a ser conhecida como uma ópera bufa, um musical qualquer, com um vilão atrapalhado.

Antes de comentarmos, ou melhor, fazermos aquilo que as homilias dos cultos religiosos deveriam fazer, trazer para a atualidade os ensinamentos de dois mil anos atrás, já que socialmente falando, não há nada haver, a invasão do império Romano à Palestina, com os pleitos de intervenção estadunidense, não só na nossa economia, ou na política, visto, que eles estiveram por trás dos golpe, ou tentativas de golpes, desde estas nossas lembranças. Bufa, era o verbete utilizado para substituir o inadmissível "peito". Os adultos, tinham, até um remédio para isto, as tais pílulas bufantes, ou batata-doce assada, que eram vendidas nas quermesses, ou em barracas de lanches, lá no Largo da Concórdia.

Entrando agora, nesta "bufa homilia", ou seja, trazendo, as performances de um vilão atrapalhado, para as consequências da uma verdadeira ópera bufa, a felizmente, infrutífera tentativa de golpe, da trupe do ex-despresidente. 

Uma verdadeira "fuga das galinhas" um dia antes da cerimônia de transmissão do poder, para segundo as aparências, dissimular, qualquer imaginável relação, elaboração, "digitada" de um plano de assassinato, dinheiro em "sacola de vinho", reunião "secreta" gravada. E a coroação, defesa que não defende.

Sou obrigado, por um dever ético, informar, que sou radicalmente leigo, não só em direito, como em técnicas de defesa criminal, logo, minha opinião não é baliza para a compreensão daquilo que vi nas telas da TV. Mas se fosse eu, um juiz, os advogados que minha insônia não foi superada. Teria saído convencido, não da inocência, mas, da culpa, dos réus do "judgement", em voga. Judgement, devo, pois, explicar é julgamento na linguagem dos defensores da intervenção.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SBP em pauta

DESTAQUE

GUERRA CONTRA AS DROGAS: A velha ladainha americana para intervir na América Latina

Desde o seu início, na década de 1970, a guerra às drogas promovida por Washington na América Latina tem sido alvo de controvérsia e debate....

Vale a pena aproveitar esse Super Batepapo

Super Bate Papo ao Vivo

Streams Anteriores

SEMPRE NA RODA DO SBP

Arquivo do blog