Os “doidinhos de bairro” e a psicologia da direita
A pergunta que não quer calar: o que leva alguém a abraçar uma visão de mundo onde a lógica não tem vez?
Nas redes, vemos cortes de vídeos com figuras caricatas — os famosos “doidinhos de bairro”. Mas por que tantos deles aparecem nas manifestações da direita? Freud e Jung talvez tenham pistas. Freud aponta para pulsões sexuais reprimidas. Jung vai além, ligando essa repressão à religiosidade. E aí, a coisa fica séria.
A religião, ao negar a sexualidade, molda uma sociedade entorpecida, onde o foco no indivíduo é visto como ameaça. O cristianismo, desde sua adoção pelo Império Romano, precisou se adaptar para manter o rótulo, mas praticar exclusão.
O Cristo que nos foi ensinado talvez não seja o Cristo radical que incomoda. Para quem foi catequizado pela teologia da libertação, essa desconstrução é mais fácil. Para os formados em valores conservadores, é um abismo.
Antes de rirmos dos “doidinhos” ou zombarmos das manifestações pró-anistia, precisamos olhar para as causas. Eles não chegaram sozinhos nesse buraco. E nossos risos, convenhamos, não ajudam em nada.
ERRATA DE UMA ERRATA! Pasmem, fui fazer uma errata, e errei de novo! O indígena a ocupar a ABL, foi Airton Krenac, diferente de Airton, e não Airton Terena, como informamos. Ah, a errata, foi da crônica 1959, a correção, "errada" ontem, na crônica 1963.

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