terça-feira, 23 de setembro de 2025

TOMO MCMLXXVII - ENTRE O MOLHO MERCHEMEL E OS AMORES BRECHERENIANOS

Minhas memórias voltam num estalo a um anoitecer garoento, de uma garoenta Sampa, do ano de 1968, "dois meses e poucos dias" após o assassinato de um pastor "negro" estadunidense, (Martin Luther King, "02/04").

Três meses e poucos dias antes, da pancadaria da Maria Antônia, quando o conservadorismo do Mackenzie foi agredir os estudantes de ciências sociais do campus da USP, que antecede, um outro trágico fator histórico da ditadura, "13/12", aquela mesma ditadura, cujo, os ignóbil, foram as ruas durante o desgoverno do ignóbel, "implorar" a volta, chegando ao cúmulo das idiotices, em pleitear, ainda a reedição, do absurdo "ai-5", estas são algumas das calamidades provocadas pela série de idiotices praticadas, por um projeto proto-fascista, que se iniciou, com o quebra-quebra de 2013 se estendeu, por enquanto, até agora. A prova do até agora, é a bandeira da metrópole de, e da ocasião, nos atos do dia da pátria, por obra dos mesmos ignóbeis.

Voltemos, à nossa relembrança, aquilo que seria para lá de comum, um "bate-volta", para um banho de mar, acompanhado por uma deliciosa caipirinha no boêmio bairro carioca da Lapa, a noite, "sempre de garoa" era uma terça-feira, "25/06/68".

No dia seguinte, o único período de Sol, não tinha como objetivo, um banho de mar, mas, sim a histórica passeata dos cem mil. 

Quase sempre, estas passeatas, nunca no Rio de Janeiro, era uma das muitas, que este trio, participava juntos, as duas "Cecílias e eu". E realmente, seria só mais uma, se não fosse o cardápio exposto na porta do restaurante "Reboliço" Strogonoff.

Como os parcos recursos, não permitiria tal estravagância, muito menos o pernoite, para um show qualquer em qualquer bar da Lapa.

Domingo "30/06" estava eu na cozinha de um casa, que já deu lugar a um outro edifício, na região da rua Cardoso de Almeida, próximo à PUC. Desafio, fazer o tal do Strogonoff, sem o tal "creme de leite" hoje comprado em qualquer mercadinho de bairro.


Para o Strogonoff, (50 gramas de "toicinho defumado" nem bacon, pela "ianquenização" de nosso cotidiano, nem toucinho, como se escreve, uma cebola, temperos disponíveis na cozinha, e um quilo de filé mignon, "para o molho" uma colher de manteiga, não a margarina que invade as coxinhas atualmente, uma colher de amido de milho, lâminas de cogumelo).


O vinho branco seco, aberto, para temperar a carne, evaporou, muito antes do aviso. "Comida na mesa".


 Nesta hora, uma das parceiras, tentou encontrar o vinho na geladeira, achou na verdade, uma garrafa vazia deitada na pia. Não sei bem, qual das duas Cecílias, foram ao mercado "peg-pag" da Cardoso de Almeida, apenas recomendei, agora um vinho tinto seco, por favor.


Talvez, para obscurar, as ignorâncias obscuras dos "proto-fascistas", devesse, eu, omitir o homosseslismo da Cecílias, mas, mesmo que não tenha as visto, até um outro icônico ano, o de 1978, quando coletávamos assinaturas para a lei da anistia, anistia esta, para as vítimas da ditadura, ou seja, dos perseguidos por uma sanguinária ditadura, não para as idolatrias do ignóbeis, que por pura ignorância, e por inércia mental, acha cômodo, o não pensar.


P.S: molho berchemel, "simplesmente molho branco" amor brecheriano, alusivo a Bertold Brecheret, filósofo e teatrólogo alemão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SBP em pauta

DESTAQUE

GUERRA CONTRA AS DROGAS: A velha ladainha americana para intervir na América Latina

Desde o seu início, na década de 1970, a guerra às drogas promovida por Washington na América Latina tem sido alvo de controvérsia e debate....

Vale a pena aproveitar esse Super Batepapo

Super Bate Papo ao Vivo

Streams Anteriores

SEMPRE NA RODA DO SBP

Arquivo do blog