A cena que ainda revolta minha existência "na semana última passada" é uma em que "a funcionária da secretaria de saúde de Cuiabá" discute com o prefeito, e diz a este, que votou nele, por não ser petista.
Talvez, muitos de vocês, irão perguntar, o que isto tem haver com a data de meu aniversário? Muito provavelmente, nada, a não ser, o fato, de eu nunca, ter pensado em votar em ninguém de direita, muito menos ficar indeciso entre situações que poderia levar alguém a votar, quanto mais eleger, alguém, que durante sua estada como parlamentar, ou menos, durante a CPMI de inquérito, sobre a explícita tentativa de golpe, ah, sobre o 08/01/23. Já que entre tentativas e golpes, a edição de debates eleitoral, por uma rede de TV, que teve um de seus associados, como vencedor, principalmente, tendo este debate como mola propulsora. Se não puder ser classificada como uma clara intenção golpista?
Não conversa, não é bem, sobre a história do Brasil, nem mesmo, sobre as inúmeras tentativas de golpes, assim classificadas, ou não. Mas, dos porquês, muitas vezes, estas tentativas de golpes passam desapercebidas.
O grande golpe, na verdade, é antropofágico. Este grande golpe, contra a independência do pensar do povo, certamente, vem desde o séc IV, neste tempo, no entanto, não havia a possibilidade de se pensar em eleição, ou seja, jamais seria sequer imaginada.
Claro, poderíamos aludir, ser o terror da revolução francesa, a razão da inquietação da população com as proposituras da esquerda, ainda assim, não estaríamos sendo totalmente honestos.
A honestidade, neste caso, passa pela junção da questão milenar, aquela visão, que vem desde a conversão do império Romano ao cristianismo, ops, leia-se catolicismo, que fez com que os cristãos, diga-se católicos, ver como normal a escravização de seres humanos, tendo como desculpas, a cor da pele, que na verdade, trata-se da supremacia, dos europeus de pele branca, sobre as demais etnias.
Neste nosso Brasil, tanto o povo miscigenado, "que se vê ariano" como o pobre, que se vê dono de uma multinacional de grande porte, mesmo que pague aluguel num simples quarto de cortiço.
Mas, o que mesmo soma isto tudo, durante a revolução russa, os padres optaram por defender as elites escravocratas. Durante esta revolução, o clero espalhou que não poderia existir a responsabilização dos exploradores de força de trabalho humano.
Este medo, que vem do séc IV, que passa também, pelo tal terror da revolução francesa, ainda sem a cientificidade de um Estado gerido pelos trabalhadores, chega a revolução russa, chega ao estranhamento ideológico do brasileiro, tudo isto leva a eleição de uma pessoa completamente inapta para a gestão de uma capital de Estado, isso, só para não se eleger alguém de esquerda.
São assim 26.665, que não penso em trair minhas origens.

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