sexta-feira, 17 de outubro de 2025

TOMO MMI - MUDANÇAS DOS MEUS PARADIGMAS


Quando, lá em 2003, o partido, que ajudei a criar, e para ser criado, custou muita luta, sangue, horas de serviço, não pagas, em razão de muitas greves, prisões, demissões e até vidas perdidas, assumiu o poder central da República federativa do Brasil, sabíamos de antemão, que iríamos administrar um Estado burguês.

E até ingenuamente, imaginávamos que as regras da burguesia seriam respeitadas, numa república burguesa. 

Esquecemos de pronto, que a formação dos quatros da aula estrutura da justiça, tinha uma formação acadêmica e, que partindo desta formação acadêmica, a ética da gestão do estado, seria então uma coisa de Estado, portanto, estas estruturas se comportariam como estrutura de Estado, não dá classe dominante por séculos.

Talvez, só talvez, tenhamos esquecido, que quando Emmanuel Kant escreveu: "1778", a crítica da razão pura, o mero imaginar que um dia os trabalhadores irão organizar um partido político, para disputar eleições num regime burguês, nem se imaginava a organização de trabalhadores.

Estamos nós, lá na primeira eleição presidencial deste séc. A PGR, (tinha sido merecedor de uma troca na primeira letra da sigla, "saiu o P" de procuradoria e "teria entrado o E" de engavetador). Respeito às regras burguesas, lista tríplice, elaborada por integrantes do ministério público. Para as vagas do supremo, igualmente, lista tríplice. O que poderia dar errado? Simples, a tal crítica da razão pura de Kant. As escolas, não só as escolas frequentadas pelos integrantes de todo o judiciário, mas dos professores dos professores destes, estudaram sob uma ética, que nem mesmo imaginava haver organização de tralhadores, quanto mais que estes se colocassem, como parte pensante de uma estrutura política.

Quando, "muitas vezes" a PGR, deixa de ser um órgão de engavetamento, nenhuma alusão ao trânsito de veículos, a caminho da praia, num final de semana prolongado, age, enquanto classe, deixando sob os tapetes até mesmo às regras burguesas do Estado de direito burguês. O STF, igualmente, esquece o direito do Estado de direito e chega a atuar, como um STF de um Estado da direita.

Passados dezesseis anos, quatro eleições presidenciais perdidas pelos partidos da burguesia, o tal STF, "estrutura burguesa" perverte a legitimidade e impede, a conclusão deste quarto mandato, mas, não só, ainda impede que o nosso partido dispute em condições de igualdade, a quinta eleição presidencial deste séc.

Durante o mandato, qual, sem a subversão das regras burguesas, não teria acontecido, o STF, primeiro, precisou agir, para garantir, que as regras burguesas, fossem respeitadas, e por isto, sofre ainda agressões, que nunca sofreram por parte dos trabalhadores, nem mesmo quando este mesmo STF, agiu como integrante de uma estrutura da classe dominante.

Mudo, então, em relação às nomeações para as estruturas da justiça, primeiro, precisamos pensar, um pessoas, não os indicadores pelas estruturas do judiciário, já que estas estruturas são de classe. Sempre que os interesses desta classe estiverem sendo discutidos, serão estruturas da classe burguesa. Precisamos então, para ontem, discutir ética na educação.

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