Após meses de intensos combates e uma crise humanitária sem precedentes, Israel e Hamas chegaram a um acordo temporário de cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, Egito e Catar. O pacto prevê a suspensão das hostilidades por sete dias, a liberação gradual de reféns israelenses e prisioneiros palestinos, e a abertura de corredores humanitários para entrada de alimentos, remédios e combustível na Faixa de Gaza.
De acordo com fontes diplomáticas, mais de 2.000 prisioneiros palestinos devem ser libertados nas próximas semanas, em troca de dezenas de reféns mantidos pelo Hamas desde os ataques de outubro de 2023.
Nas ruas de Gaza, o cessar-fogo trouxe um breve momento de alívio: famílias puderam retornar a áreas parcialmente destruídas, enquanto equipes da ONU tentam restabelecer hospitais e redes de energia.
Entretanto, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou publicamente que a trégua “não significa o fim da guerra contra o terrorismo”. Ele reafirmou que o objetivo estratégico de Israel continua sendo o desmantelamento total do Hamas e o controle de fronteiras para evitar o rearmamento do grupo.
Do lado palestino, o Hamas considera o acordo uma vitória política, afirmando ter resistido a uma ofensiva militar devastadora. Contudo, analistas alertam que o cenário continua instável, e a reconstrução de Gaza dependerá fortemente da cooperação internacional e do cumprimento rigoroso dos termos do cessar-fogo.
Diplomatas ocidentais consideram que as próximas semanas serão decisivas para determinar se a trégua evoluirá para um processo político mais duradouro — ou se o conflito retornará com ainda mais intensidade.
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