A economia africana apresenta sinais consistentes de recuperação e expansão, mesmo diante de desafios globais como inflação, instabilidade geopolítica e mudanças climáticas. Segundo o Fundo Monetário Internacional, a África Subsaariana cresceu 4% em 2024, superando a média global de 3,3%, e a projeção para 2025 é ainda mais otimista, com crescimento estimado em 4,4%.
Esse desempenho é impulsionado por fatores estruturais e estratégicos. A Zona de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) tem promovido a integração econômica entre os países africanos, reduzindo barreiras tarifárias e estimulando o comércio intra-regional. A digitalização dos serviços financeiros, o avanço das startups tecnológicas e o fortalecimento das cadeias de valor locais também contribuem para uma economia mais dinâmica e inclusiva.
Além disso, a demografia africana — com uma população jovem e crescente — representa uma vantagem competitiva. Países como Quênia, Nigéria e Senegal têm investido em educação técnica, empreendedorismo e inovação, preparando suas juventudes para liderar a transformação digital e verde do continente. A África, portanto, não é apenas um mercado emergente: é um polo de futuro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário