domingo, 19 de outubro de 2025

TOMO MMIII - RAAWE: MAIS EXEMPLO DE LUTA


a) a saudade é o revés de um parto! "Chico Buarque": "meu bem querer"

Mormente, hoje festejaríamos, nesta crônica, os trinta e seis anos do (MOVA: "Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos", a simples existência do MOVA, sempre nos é prazerosa, fizemos parte desta história, deste sua fundação, até uns seis anos atrás, quando as exigências de um mundo mais tecnológico, nos levou a abrir caminhos para que uma nova geração, mais preparada para esta exigência, tocasse esta organização da sociedade civil, infelizmente, porém, na nossa Sampa, onde o nosso MOVA, ainda resiste, as vitórias eleitoral, sucesso vc as de grupos da extrema direita, aliada ao bolsonarismo, está destruindo o mais lindo caminhar da sociedade civil.

É, neste cenário, que uma outra organização desta mesma sociedade civil, chama a atenção. Estamos tentando compreender as lutas da RAAWE: "uma associação de mães, que tiveram seus filhos assassinados pelo Estado, sim uma associação de mães, assim como as mães da "plaza de maio" seus filhos foram mortos pelo Estado, a brutal diferença, é que esta diferença, nem  mesmo existe, enquanto minha geração, a mesma geração dos filhos das mães da plaza de maio, íamos às ruas para pleitear direitos, para os filhos das mães da RAAWE, nem mesmo existe esta justificativa, eles não estavam questionando o estado burguês, eram portanto triplamente vítimas em vida. A eles foram negados os direitos dos aprendizados, na militância política de esquerda, "humanista" onde se aprende que todas as vidas importam. Quando um humanista, diz "TODAS AS VIDAS IMPORTAM", lembremos, não se fala em cor da pele, nem do CEP, mas, como se aprende a conhecer a história, aprende-se a perceber, que os paralelos e o hemisfério Sul, são sinônimos de exclusão.

Os filhos das mães do RAAWE, viviam no hemisfério Sul, mais precisamente, no reduto das milícias cariocas, aquelas que historicamente tiveram um tal deputado federal, quando a capital federal, ainda era a mesma cidade do Rio de Janeiro, o Tenório, da capa preta e sua metralhadora "Lurdinha" (quem tiver preguiça de ler, o filme "o homem da capa preta", pode ajudar).

A RAAWE, tenta permitir o acesso destas mães, a suporte psicológico, que as faça enfrentar "este revés de um parto" provocado por um estado, que endereça "projétil" teleguiado a moradores de pele "parda ou negra" que residam na as periferias das grandes cidades, nunca é inútil relembrar, que as famílias que residem nestes CEPs, foram excluídas do campo, para ser mãos-de-obra, durante os processos de industrialização.

Quando dizemos que estes jovens mortos pelo Estado, são triplamente vítimas, a primeira agressão, é a incapacidade permitida de saber de sua própria história, que começa com expulsão de seus antepassados do ambiente rural, depois, da supressão de seus postos de trabalho, isto aliado, a alienação constante, provocada pelo modo de produção capetalista, seus assassinatos, é, infelizmente, o desfecho brutal de um destino pré-estabelecido.

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